O silêncio contemplativo…

silencio contemplativo

Pergunta de um divino personagem em meio a um diálogo:

A percepção do Ser que somos pode ser ativada por meio do pensamento?

E também: o pensamento poderia ser aquilo que daria “início” ao processo de ativação da percepção consciencial?

Respondendo a pergunta:

Lembra-se da frase bíblica que o Goldsmith sempre enfatizou? Esta frase: “Nem pela força, nem pelo poder, mas pelo meu espírito” E ele elucidava que: Nem pela força (física), nem pelo poder (mental), mas pelo meu Espírito.

No livro O Trovejar do Silêncio ele até faz uma análise da evolução histórica da busca do homem por poder, que da força física passou a ser a força da mente, por meio de pensamentos positivos, até que se chega ao “poder do espírito”.

Pensamentos estão no nível da mente, são produzidos pela atividade mental. O que ativa a percepção consciencial é uma mistura sutil de silêncio e contemplação, que chamo de “silêncio contemplativo”. Não se trata de um silêncio no sentido de “ausência de som”, mas sim, de um estado de alerta para a “manifestação do espírito santo” em nós. Alguns chamam isso de “descida do espírito santo”, mas, é mais propriamente uma ascensão do foco da atenção ou percepção do nível de pensamentos que estão na mente do personagem que estamos sendo para o nível espiritual de percepção do ser que somos. No nível do Ser não há pensamento bom ou mau, há apenas uma percepção clara da realidade divina. Nossos pensamentos são atividades mentais sobre informações que nos chegam através dos cinco sentidos. O universo percebido pelos cinco sentidos não é o universo real, mas aparente. O universo criado por Deus é consciencial e não físico como o universo captado pelos cinco sentidos. O universo real está na Consciência de Deus, e tudo o que existe está também neste universo real. Nós somos “seres conscienciais” e existimos neste universo que é essencialmente espiritual e divino.

O que nos faz acreditar sermos “seres humanos” vivendo num universo físico é a mente humana, condicionada a pensar que isso é real. Quando o condicionamento é desfeito nos libertamos do emaranhado dos pensamentos e conceitos mentais e percebemos o real, não através de novos pensamentos, mas por um sentido espiritual de percepção. Quando a “trava de nossos olhos”, é removida, quando conceitos e preconceitos são descartados, podemos “perceber” a onipresença do Criador em cada manifestação de Sua criação.

Em síntese, não há necessidade de pensar em nada, apenas se concentre no momento presente e contemple o que está acontecendo! Você pode se mover, então contemple seus movimentos. Contemple as maravilhas, os milagres que estão diante de você! Esse é o início do despertar. Creia em Mim. Num instante você percebe que somente Deus pode estar sendo a causa de tudo isso e dessa percepção. Quando perceber que através de você a Vida está contemplando a Si mesma… desfaz-se a ilusão da separatividade e você se reconhece em união com Deus.

Por meio do silêncio contemplativo ativar a percepção consciencial não requer qualquer esforço mental. É uma conseqüência natural. O sentimento de unidade espiritual com Cristoo Espírito de Deus vivo que anda sobre as águas turbulentas da mente”  vem e Se revela: “Não temas, sou Eu”!

Veja! Quem diz isto é a voz consciencial, que expressa idéias divinas, que não provém da mente humana. Estes são pensamentos divinos. Existem. Mas é um tema amplo que requer muitas considerações.
Por agora é só.

2 thoughts on “O silêncio contemplativo…

  1. Excelente!

    É justamente pelo fato de a representação ser uma representação que não há a necessidade de fazer esforços, nem de pensar e, em certo sentido, não há nem mesmo a necessidade de “contemplar”. Isso porque os personagens da representação nada realizam de si mesmos. Tudo é o Ser fazendo, realizando. Com essa compreensão, ao personagem cabe apenas o papel de “perceber Quem faz” e deixar que o Ser mesmo conduza todos os acontecimentos. E como o personagem nada faz, a ele cabe unicamente desfrutar da realidade que vai aparecendo. Então ele vive consciente de que Eu se revela na representação.

    Belo texto!
    Muito obrigado! _/\_

  2. Foi dito:
    “Com essa compreensão, ao personagem cabe apenas o papel de “perceber Quem faz” …”

    Assim, divinos personagens, percebam!

    E foi dito:
    “E como o personagem nada faz, a ele cabe unicamente desfrutar da realidade que vai aparecendo.”

    Assim, divinos personagens, desfrutem!

    E a conclusão foi:
    Então ele vive consciente de que Eu se revela na representação.

    Assim, divinos personagens, compartilhem!
    Compartilhem a percepção de que “Eu se revela na representação.”

    Enfim, percebam, desfrutem e compartilhem!

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