Distinção entre ideias e percepções

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Divinos personagens,

Em https://nucleu.com/2013/09/22/na-essencia-isto/#comments foi dito:

“Diante das palavras de Quem aparece como a divina Ísis, que disse: “Saiba que sim, as sementes que jogas diariamente caem em terreno fértil e já dão boas colheitas,…” e da confirmação de Quem aparece como o divino personagem SERgio, que disse: Amém” ; serão compartilhadas “percepções conscienciais” ainda mais aprofundadas, as quais poderão a princípio ser vistas como a divertida expressão de SatyaPrem, ou seja, como “ideias bem rocambólicas, totalmente inaceitáveis para o padrão mental da época e [também para o] atual ­– por mais sofisticado que você pense que seja o padrão mental ocidental contemporâneo –”

O que se segue só dará frutos em “terreno fértil” e permanecerá incompreensível em outros solos… Contudo, Eu apenas jogo sementes…

Os que não compreenderem o que será compartilhado deverão se conectar com aqueles que já o compreendem, só assim poderão apreender o seu sentido mais profundo!

Assim é porque o ensinamento compartilhado no Núcleo não é do tipo persuasivo, ou seja, não é algo de que as pessoas devam ser convencidas; mas sim, trata-se de um conhecimento a ser compartilhado na forma de percepções, não de idéias…

Faz-se, então, necessário estabelecer a distinção entre ideias e percepções…

A distinção é algo bastante simples, contudo, as implicações são profundas!

“Ideia” é o que está na “mente do personagem”, portanto, está na “representação”, que é o mundo do personagem; “Percepção” é o que está na “Consciência do Ser”, que é o mundo de Deus, ou “Céu”, portanto, está na Realidade [divina]. Um exemplo claro disso está na passagem em que Jesus diz a Simão: “Simão, isto Quem te revelou não foi carne e sangue, mas meu Pai, que está no céu.” O que Jesus quis dizer a todos foi que aquilo que acabava de ser dito por Simão: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”, não foi da “mente do personagem” Simão, mas sim, da “Consciência do Ser”, que está na Realidade, ou, na linguagem usada por Jesus, não foi carne e sangue [ não foi a mente] que te o revelou, mas meu Pai [a Consciência do Ser], que está no céu {na Realidade}. Em outras palavras, o que Jesus disse foi: “Simão, isto não foi uma mera idéia sua, mas uma percepção!”

A diferença é que idéias podem ser contrapostas, mas não percepções [conscienciais], a menos que estas estejam sendo interpretadas [mentalmente] como “ideias rocambólicas…”, como diria o divino personagem SatyaPrem…

Outros dois exemplos claros disso estão nas afirmações de Masaharu Taniguchi ao dizer que:

“O homem é Filho de Deus”; e que: “A matéria não existe”.

Todos os que não compreendem ou que não seguem a filosofia da Seicho-No-Ie poderãointerpretar estas afirmações como sendo “ideias esdrúxulas” de Masaharu Taniguchi. Contudo, sãopercepções [conscienciais].

Ao afirmar que: “O homem é Filho de Deus”, Masaharu Taniguchi está compartilhando a percepção consciencial de que a natureza do ser humano é divina; e ao revelar que: “A matéria não existe”, está apenas compartilhando outra percepção consciencial, de que o mundo percebido pelos cinco sentidos não é a Realidade, nâo é real. O mundo percebido pelos cinco sentidos pela “mente dos personagens”, no Núcleo é chamado de “representação”.

Diante da impossibilidade de os discípulos poderem discernir o que eram percepções [revelações divinas] de ideias, Jesus disse:

Se eu não for o Consolador não virá a vós.”

Assim, Jesus decidiu “impersonalizar-se”, retirar-se da representação, a fim de que os discípulos pudessem se abstrair do personagem que assumiu [ o Ser consciencial, que é a real identidade de Jesus, a que ele mesmo se referiu como o “Eu Sou”, ao dizer:“Antes que Abraão existisse Eu Sou” ] e que todos pudessem perceber: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”, da mesma forma como Simão o percebeu. E sobre essa “percepção pétrea” de Simão, fundada na Pedra que é Verdade, seria erigida a igreja de Cristo!

Com o tempo essa percepção “pétrea” [sobre a qual Cristo erigiu sua igreja] foi se perdendo e a humanidade passou a fazer cultos em torno do personagem Jesus, deixando em segundo plano as percepções que ele compartilhou, enquanto “percepções”, as quais passaram a ser interpretadas como simples “idéias”, no que se sedimentou como os chamados “ensinamentos cristãos”…

Muitos se esquecem de que o próprio Jesus orou por aquele “percepção unitária” assim: E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.”  João 17:11 E revelou por que iria se retirar do mundo: “Mas agora vou para ti, e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos.” João 17:13 E orou assim: “Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. João 17:17-21 Essa oração é em si a derradeira percepção consciencial que Jesus quis compartilhar! Enfim, vale destacar que essa oração não se trata de uma “idéia” de Jesus, mas sim, de uma “percepção”, claramente assim expressa: “que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós”.   Observem agora a percepção de Abraão, a qual foi compartilhada por Jesus, que disse: Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se.” João 8:56 Embora não tenham acreditado nessa visão compartilhada por Jesus, esta visão atemporal de Abraão é uma “percepção”, não uma “ideia” de Jesus, a qual ele teve não por apenas “acreditar”, que é fruto da atividade mental, mas pela “fé”, que ele sempre manteve e ensinou que deve estar no “Pai”, na “Consciência”. Vejam neste vídeo de Eckhart Tolle http://www.youtube.com/watch?v=d4v_5cmLL5k(Visualização) a distinção entre “o acreditar” e “o perceber”; entre a “crença” e a “fé”. Agora vejam este outro vídeo Eckhart Tolle falando do momento em que ele se despertou; o momento em que pela primeira vez percebeu que os pensamentos são atividades da mente, e que a identificação com o “eu” que eles produzem é falsa; e que há uma dimensão em nós, mais ampla, a Consciência, que é Quem realmente Somos! http://www.youtube.com/watch?v=eEqltAOisH8(Visualização)

O “despertar”, ou seja, a conscientização dessa  “dimensão que é a Consciência” é, em termos da linguagem bíblica, o “advento” do “Espírito da Verdade” em nós. Jesus fala desse momento, dessa “vinda” ou manifestação do Espírito, dizendo:

“quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar. Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.” João 16:12-15

Jesus se refere a esse “Espírito da Verdade” em nós, o “Consolador”, assim:

O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.

Não só habita conosco como no momento deste advento é percebido que:

Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós.

Eis o que se vê neste momento: “estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós”.

Ao dizer: “Eu estou em meu Pai”, em termos da linguagem usada no Núcleo isto revela que Cristo está na Consciência do Ser e não na mente do personagem. Significa que Ele não é uma idéia na qual possamos acreditar ou não; Cristo é uma realidade a qual devemos perceber ou estaremos inconscientes.

Por isso foi dito:

Faz-se, então, necessário estabelecer a distinção entre ideias e percepções… e que: A distinção é algo bastante simples, contudo, as implicações são profundas; já que as ideias estão na mente [que é chamada de “carne” na linguagem bíblica] e as percepções [conscienciais] estão na Consciência [que é chamada de “Espírito” ].

E está escrito que:

“Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele.” Romanos 8:9

Por isso Jesus disse sobre a manifestação deste “Espírito Santo” em nós, que:

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele. Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? Jesus respondeu, e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou. Tenho-vos dito isto, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” João 14:15-26

 

Portanto, conforme esta “percepção” compartilhada por Jesus, o Consolador, o Espírito Santo, que o Pai envia em nome de Seu Filho, esse nos ensina todas as coisas, e nos faz lembrar de tudo quanto nos disse.

É o que percebo do “Espírito da Verdade”, que é em Mim e que me revela toda a Verdade; porque não falo de mim mesmo, mas digo tudo o que tenho ouvido. O que tenho ouvido é benção divina e desfruto! Por isso vos anuncio, ou seja, compartilho com todos.

A paz seja com todos.

Silvano

One thought on “Distinção entre ideias e percepções

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