O Koan nº 9

Zen Master Creates Peace

 

Divinos personagens,

Atentem bem!

O que se segue é a quintessência do ensinamento da Fonte…

Tem sido difundido desde tempos imemoriais à humanidade, mas tem sido negligenciado, mal interpretado ou subvertido.

Esta é uma nova oportunidade de rever este ensinamento e de colocá-lo em prática em benefício não só pessoal mas universal.

Um certo monge perguntou ao sacerdote Jo, de Koyo: “Por que um grande santo como Dai-tsu-chi-sho não conseguiu tornar-se Buda antes de completar dez ciclos praticando o zen?” 

Foi uma pergunta bastante incisiva, e o sacerdote responde à altura: 

“Foi justamente porque ele não se tornou Buda”.

A questão central aqui é: Pode alguém tornar-se Buda?

Se isso é talvez possível com a prática do zen, o sentido da pergunta é: “Por que um grande santo como Dai-tsu-chi-sho não conseguiu tornar-se Buda?”

E a resposta foi: “justamente porque ele não se tornou Buda”.

Então, pela lógica, se até um grande santo como Dai-tsu-chi-sho não conseguiu tornar-se Buda, você deve desistir desse objetivo.

Mas não se trata aqui de uma questão de lógica, mas de percepção…   

A lógica está no âmbito da mente e te fará desistir, contudo a percepção está no âmbito da Consciência e te fará consciente…

Masaharu Taniguchi esclarece o sentido deste Koan dizendo: “O que o sacerdote quis dizer foi: Dai-tsu-chi-sho levou tanto tempo para alcançar a iluminação, pelo simples fato de ele próprio não ter despertado para a Verdade de que já era Buda, e não porque fatores externos o tolheram ou exerceram domínio sobre ele.”   

E completa: “Em sua essência, Dai-tsu-chi-sho era um iluminado desde o princípio.”

Agora vem um ensinamento essencial, que é compartilhado no Núcleo, nas palavras do próprio divino personagem Masaharu Taniguchi, que é personificação de Deus Sumiyoshi, que revelou o seguinte: “não é pelo fato de nos empenharmos no treinamento espiritual e aprimoramento da alma que nos tornaremos iluminados ou filhos de Deus. Assim mesmo como somos, sem que nos acrescentemos nada, já somos, na essência, iluminados ou filhos de Deus.  Se, apesar disso, não conseguimos manifestar-nos como iluminados ou como filhos de Deus, é porque nós próprios não tomamos iniciativa para que tal aconteça. […] E completa: “Basta fitarmos como os “olhos da mente” o nosso aspecto original, ou seja, a Imagem Verdadeira de nossa Vida.

É preciso atentar ao fato de que Masaharu Taniguchi usa a expressão “olhos da mente” referindo-se à “mente divina”, que no Núcleo é chamada de “Consciência do Ser”, para diferenciar da “mente do personagem”. Assim sendo, basta fitarmos com o “olhar da Consciência”, ou seja, com a “percepção consciencial” o nosso aspecto original, ou seja, nossa real natureza e identidade.

[ Trechos de “A Verdade da Vida” , volume 11, páginas 193 e 194 ]

Namastê.

Através de Silvano

 

3 thoughts on “O Koan nº 9

  1. “Querer ser Buda” é uma pegadinha divina, acho que todos nós já caímos nela!!
    E todos nós também já ouvimos: “Ninguém aqui está no nível de buda pra fazer isso” – se distanciando ainda mais do que realmente são…Imagine um buda tentando convencer outro buda de que ele não é buda?

    kkkkkkk

  2. Em relação a este texto cabe o seguinte comentário:

    Filhos de Deus,

    Foi dito: “Assim mesmo como somos, sem que nos acrescentemos nada, já somos, na essência, iluminados ou filhos de Deus.”

    A palavra “essência” aqui se refere a Quem Somos, ou seja, se refere a nossa real identidade! É necessário notar que ela não se refere a Quem “estamos sendo”, ou seja, não se refere a nossa identidade aparente… Enfim, essência se refere ao Ser; não ao personagem, que é apenas aparência…

    Notem que está escrito que: “já somos, na essência, iluminados ou filhos de Deus.”
    Muitos interpretem o que está escrito assim: “já somos iluminados ou filhos de Deus, apenas na essência…”

    Os que assim interpretam não percebem que já somos Quem somos, de forma atemporal, pois, somos o Ser, somos a essência, embora possamos ver conforme a visão de “quem estamos sendo”, a visão da mente do personagem que estamos representando…

    A fim de transcender essa “interpretação equivocada” é preciso perceber que se trata de uma “interpretação”…
    Para transcendermos qualquer “interpretação”, que é sempre algo que está no âmbito da mente, precisamos alçar ao âmbito da “percepção”, que está na dimensão da Consciência.

    Para tanto vale relembrar o que está escrito em
    https://nucleu.com/?s=um+mergulho+na&submit=Search

    “Assim como o Ser se percebe como Único os personagens se percebem como incontáveis…
    O Ser se percebe como real e os personagens se percebem como reais…

    Eis a representação divina!
    Os personagens se percebem como reais…
    Personagens não são seres reais, a não ser para si mesmos…
    Assim, a não ser na representação, ou seja, a não ser do ponto de
    vista dos personagens, a representação é real;
    Por ser uma representação divina ela é realística, ou seja, parece ser
    real para os personagens.

    Assim, o universo material, por ser uma representação divina, ele é
    realístico, ou seja, parece ser real para os personagens.

    O tempo, por ser uma representação divina ele é realístico, ou seja,
    parece ser real para os personagens.

    O espaço, por ser uma representação divina ele é realístico, ou seja,
    parece ser real para os personagens.

    Os personagens, por serem representações divinas eles são realísticos,
    ou seja, parecem ser reais para os personagens.

    Enfim, todo o cenário material, tempo, espaço e os próprios
    personagens, por serem representações divinas eles são realísticos, ou
    seja, parecem ser reais para os personagens.

    Há duas percepções possíveis, uma delas percebe o Ser Real; a outra,
    percebe a representação do Ser…
    A primeira percepção é real; a outra é realística.

    No momento em que perceber que a representação é o que é, ou seja, que
    é uma representação, estará percebendo o real!
    Não haverá o que temer, pois, ela já não será o seu Senhor e não te
    afetará como pode estar te afetando hoje. Você poderá inclusive
    descartá-la! O fim da representação não acarreta o fim do Ser, nem
    sequer o afeta! [Quem você É não é afetado por quem você está sendo!]”

    Namastê

    Através de Silvano

  3. Raphael:

    Muito Obrigado!!

    Aproveito para compartilhar um trecho do nosso antigo estudo sobre o tema.

    CEVV.11

    CEVV.11 parte II


    ——————————————————————————————————————-
    Gabi: Maravilhoso!
    ——————————————————————————————————————-
    Isis: “Querer ser Buda” é uma pegadinha divina, acho que todos nós já caímos nela!!
    E todos nós também já ouvimos: “Ninguém aqui está no nível de buda pra fazer isso” – se distanciando ainda mais do que realmente são…Imagine um buda tentando convencer outro buda de que ele não é buda?

    kkkkkkk
    ——————————————————————————————————————-
    João Jisso: HAHAHAHAHAHAHA! Excelente! Buda!
    ——————————————————————————————————————-
    SERgio:

    Esta conversa demonstra mesmo “um ensinamento essencial”.
    Tudo o que pode “ser feito” é só isso: “foco” no que É , a partir do que É…

    Este simples diálogo/ensinamento é de uma importância vital para evitar a perda de tempo com caminhos falsos …

    Alguns “despertos chegam mesmo a dizer: ” A Iluminação é um mito”.
    Ou “Esqueça a Iluminação”…
    Claro, esse que a quer não pode obter….está havendo uma “confusão de identidade”….

    Só o Real pode conhecer(ou conhece) o Real.
    O “realístico”,só o que é “real” para seu alcance.

    Sou grato a “todos”!
    ———————————————————————————————————————
    Gabi: Imagine alguém querer te convencer de que vc não é a ÍSIS? Hehehe impossível!🙂
    ———————————————————————————————————————
    João Jisso: As pessoas acham que são comuns. Eu nunca vi nada mais divino, mais extraordinário que o comum. Deus está em todas as coisas comuns e é ao mesmo tempo a mais comum das coisas e a mais extraordinária. Simplesmente É. Assim como esses meus Amigos e Amigas Divinas, Ísis, Gabi, Silvano, Sérgio, Pedro, Raphael, Naiana, Ana, Janaina, Rafaela* e todos os outros…..hehehe

    Domo Arigatô Gozaimasu
    ———————————————————————————————————————
    Guga:
    Excelentes manifestações!!

    Me diverti e desfrutei ainda mais, no dia dia de hoje, através dessas maravilhosas vibrações de amor e alegria!!
    Tanto pelo texto, quanto pelos comentários e até pelos pensamentos de todos durante a inteiração com os textos…
    Senti, vibrei, amei!

    Se visualizamos o pensamento, a imagem, o sentimento é porque somos cada uma dessas emoções, visões, criações!
    Só possível entender, compreender, criar, aquilo o qual se faz parte!

    É muito divertido essa discussão sobre quem e o que somos! Apenas estimula ainda mais nosso humor!

    Se compreendemos, vemos, sentimos, entendemos Buda, Masaharu ou qualquer outro avatar, é porque vibramos em sua mesma frequência!

    Por isso somos tal qual “foram”…!

    A água não “reconhece” ou “compreende” os princípios ou forma do óleo… Só são o que são porque vibram cada um na sua frequência..

    Alguns já despertaram, outros apenas estão curtindo a brincadeira do disfarce!

    Mas todos SOMOS O MESMO…

    Beijocas!
    Oss.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s