Comentário ao texto: “A Vida Impessoal”

A-partir-do-proximo-Amanhecer

 

Texto original no blog “Templo dos Iluminados”:

http://busca-espiritual.blogspot.com.br/2013/08/a-vida-impessoal-118.html

Divinos personagens,

Permitam-me participar deste diálogo!

Antes, uma palavra de apresentação…

Quem Eu Sou é Aquele que É.

Mas também, Quem todos Somos é Aquele que É…

A questão não é Quem Sou ou Quem somos, mas sim, Quem ME vê?

E a resposta é esta: Sou Eu!

A chave de compreensão aqui é a visão; ou seja, é responder a pergunta: Quem ME vê?

A importância de assimilar esta “chave de compreensão” faz com que a experiência humana possa ser vista como “adorável” e não apenas como uma “confusão adorável”…

E neste ponto ressalta o ensinamento compartilhado pelo divino personagem Jesus, que assim orou: “Pai, não te peço que os tire do mundo, mas que os livre do mal.”

Foi dito que a chave de compreensão aqui é a visão. A “visão equivocada” é a que vê o “mal”.

Assim, usando a linguagem do Núcleo, Jesus não pediu que os divinos personagens fossem “tirados da representação” [do mundo], mas, que estivessem livres da “visão equivocada”. Por isso compartilhou Sua visão na forma de Seus ensinamentos e de “percepções conscienciais”, como aquela na qual revelou que: “Antes que Abraão existisse Eu Sou”, querendo dizer que antes que houvesse representação [mundo] e qualquer personagem… Eu Sou, sou o Ser Real.

E nesse ponto Jesus dá a “chave de compreensão”, respondendo a pergunta: “Quem ME vê”?

Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou.
E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou.
Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.
E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo.
Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.
Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar.
E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai mo tem dito.  [ João 12:44-50 ]

Notem a sutil diferença na “visão” de Jesus dos demais “divinos personagens” quando disse: ““Antes que Abraão existisse Eu Sou”, Narram as Sagradas Escrituras que aqueles divinos personagens viram Jesus apenas como sendo um homem que ainda não tinha cinqüenta anos, e que, assim, não poderia ter conhecido Abraão…, que vivera muito tempo antes daquele.

Jesus disse: “Abraão, vosso pai, alegrou-se por ver o Meu dia, viu-o e regozijou-se” [ Jo 8.56 ]

Notem que a sutileza está no fato de que Jesus está se referindo a uma “visão” de Abraão e não a dele mesmo! Ou seja, Jesus está compartilhando uma visão atemporal de Abraão!

Estas “visões atemporais” são exemplos claros de “percepções conscienciais”. Assim, Jesus compartilha uma “percepção consciencial” de Abraão e é rejeitado veementemente por todos aqueles personagens que “pegaram em pedras para atirarem nele, mas Jesus se ocultou e saiu do Templo.” [ Jo 8.59 ]

Notem, por fim, que estas “visões atemporais” são compartilháveis por serem o que no Núcleo são chamadas de “percepções conscienciais”,e assim o são em virtude de serem percepções da Consciência [percepções conscienciais] e não percepções da mente de um personagem…

Sendo assim, Jesus compartilha a “visão de Abraão” por ser a Sua própria visão, que é a visão dAquele que existe antes que existissem o próprio personagem Jesus e o personagem Abraão!

Nosso Amigo, o divino personagem Gugu, se refere ao meu atual “personagem” como sendo o “representante do Núcleo” e observa que; “Os ensinamentos do Núcleo apresentam o mesmo estilo da mensagem do livro “A Vida impessoal” que está sendo transcrito. Interessante notar é que as mensagens são idênticas, sendo que o livro foi escrito em 1914. Isso mostra que a Verdade é a mesma sempre, ou seja, é atemporal, pois não muda com o passar do tempo. Aquilo que Joseph Benner captou em 1914 é o mesmo que o representante do Núcleo captou/percebeu nos dias de hoje.“

Como diria outro nosso Amigo, o divino personagem Paulo, é “mais que isso”!… Como este atual personagem desperto todos os “personagens despertos” são conscientes de “Quem faz”, por isso compartilham da mesma visão que Jesus resumiu daquela forma:

Quem crê em mim, crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou. Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.

Para concluir este comentário, assim como foi dito que a chave de compreensão é a visão e que, a “visão equivocada” é a que vê o “mal”; a visão focada no Real é que vê a divindade!

A visão “focada no Real” parte sempre do Real… E o “real” é a “visão da Consciência do Ser” e não a “visão da mente do personagem”!

A “visão da Consciência do Ser” é a PERCEPÇÃO, que é chamada “percepção consciencial’ e a “visão da mente do personagem” é o “pensamento”, que é chamado de “percepção mental’.

Por isso no Núcleo é dito: “PERCEBA, desfrute e compartilhe”! e não: “Pense, analise, julgue… e só então… desfrute e compartilhe”…

Isto porque a Percepção está na própria Consciência do Ser [o “reino de Deus” está no Núcleo do seu próprio Ser, que é onde está Deus, o Ser, que só pode ser visto a partir de Si mesmo!] Por isso está escrito que ”nenhum homem jamais viu Deus”. O “pensamento” surge na “mente do homem” que sendo “personagem” está inserido em algo que não é real [é “representação”].

Assim, é preciso partir da PERCEPÇÃO e não do pensamento…

Por isso é dito: “PERCEBA, desfrute e compartilhe”!

Mas não é só!

Há uma outra “chave de compreensão” que está condensada num ensinamento compartilhado no Núcleo que diz: “Não há percepção sem ação”!

Os que quiserem “erguer-se do leito dos mortos… e receber a LUZ de Cristo”, ou seja,os que quiserem elevarem-se do pensamento à PERCEPÇÃO devem atentar bastante a este ponto!

Da forma como é dito que “o mundo é uma representação” e que os “personagens” são apenas isso: personagens, alguns poderão estar concluindo que não há nada que o personagem possa fazer que faça qualquer diferença em suas vidas, e então se tornarem resignados ou fatalistas, partindo do pensamento de que “Deus escreve um texto e o personagem apenas o encena…”

Então aqui vai uma chave de compreensão que pode mudar a vida de todos os personagens que derem a ela a devida atenção! Esta chave de compreensão está implícita no ensinamento do Núcleo acima citado, no qual é dito que: “Não há percepção sem ação”!

O personagem não pode se iluminar porque “Quem ele É” já é “iluminado”. Isto significa que a real identidade dos personagens é o Ator, que certamente conhece o que vai interpretar e sabe que se trata de uma encenação. Notem bem, o Ator não acredita ou desacredita…, ele “sabe”! Assim como Jesus sabia o papel que veio desempenhar neste mundo… E efetivamente “agiu”, conforme a PERCEPÇÃO que tinha de sua real identidade de Filho de Deus!

Agindo, o personagem pode ter na representação a “percepção de Deus”!

Se Deus é AMOR ele pode ter a percepção de ser o Amor de Deus!

Se Deus é VERDADE ele pode ter a percepção de ser a Verdade divina!

Se Deus é VIDA ele pode ter a percepção de ser a Vida de Deus!

Enfim, agindo, ele pode ter a “experiência de Deus”!

Portanto, parta da PERCEPÇÃO E AJA! Justamente porque “Não há percepção sem ação”!

Isto é assim porque “perceber consciencialmente” é perceber-Se em Unidade com o Ser!

Os que querem ter a percepção e a experiência do que Deus É devem manifestar em atos o que Deus É!

Tanto na “representação” quanto na “Realidade” é “sendo” que experimentamos Quem Somos!

Atentem bem: Não basta “acreditar”! Para “perceber” é preciso “crer”! O “acreditar” é um tipo de “pensamento”, pelo qual damos crédito, aceitamos como verdadeiro, mas não necessariamente conhecemos o algo ou alguém em quem acreditamos. Se partirmos do “acreditar” em Deus não nos perceberemos em unidade com Deus. O ensinamento compartilhado no Núcleo estabelece esta distinção para enfatizar que é preciso crer para nos percebermos em unidade com Deus; não basta acreditar em Deus, pois, normalmente quem acredita espera… e quem crê age!… Ou seja, quem acredita em Deus espera que Ele faça, e quem crê em Deus faz o que pode fazer… Porque crer em Deus é perceber-se em unidade com Deus, como uma manifestação de Deus; é perceber-se como um instrumento de Deus estando consciente de que é Deus Quem faz!

Deus vem a nós sempre que nos dirigimos a Ele!

Atentem a este detalhe muito sutil no que se refere a ação: Do ponto de vista  do personagem vai parecer que o personagem está agindo e se dirigindo a Deus…

Mas, notem! O que em realidade está acontecendo é que Quem está efetivamente escrevendo a cena, na qual o personagem está se aproximando de Deus, é em realidade o próprio Deus! Assim, “personagem e Ser” exercem o controle da ação e sempre agem em unidade, ou seja, aquele que se volta para Deus se eleva do pensamento à percepção de que em realidade é o próprio Deus Quem está se voltando para ele e sendo ele! Ou seja, percebe-se em unidade com Quem É; Por outro lado, aquele que “dá as costas para Deus” imerge na representação e permanece nos pensamentos e nas certezas mentais e não se percebe em unidade com Deus. A unidade essencial sempre existe mas nem sempre é percebida, desfrutada e compartilhada!

Em síntese, a chave está na visão correta, aquela focada em Deus! É perceber Quem faz!

Foque-se em Deus e perceberá que Deus sempre esteve e sempre estará focado em você!

 

Note por fim que a percepção é sempre de um “eu”… resta saber de qual “eu”?

O “eu” da mente, da “persona”, da máscara que vela o ser… Ou o Eu da Consciência [do Ser]?

A confusão, ainda que adorável… se desfaz no exato momento em que identificamos a qual destes “eus” se refere a nossa visão!

A visão mental “acredita”, e reage de forma inconsciente e condicionada aos personagens e á representação… ao ponto de se perder nela! tornando assim a experiência algo confuso…

A visão consciencial “crê”, e interage de forma consciente e livre com o Ser na representação, que Se manifesta como incontáveis nomes e formas… tornando a experiência algo adorável!

Enfim, parta da “percepção” consciente de que Deus é de fato onipresente! Aja em unidade!

Por isso Jesus orou assim: “Seja feita a Vossa Vontade assim na terra como no Céu…” Aqui na terra [que é a representação divina] Ele “agiu efetivamente” como Filho de Deus! E manifestou sua natureza divina em Seus ensinamentos e nas percepções conscienciais que compartilhou.

Assim, algumas percepções estão chegando até você e sendo compartilhadas, a fim de que se volte para a realidade do Ser e de Sua real identidade e natureza divinas, e que você perceba e desfrute, para que também queira compartilhar esta adorável visão da divindade com todos!

Namastê

Através de Silvano

 

 

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