Aqui, no Reino de Deus

despertar

“Olá Silvano,

 para mim a frase que ficou marcada foi compartilhada pelo Raphael. Ele disse que não sabia como compartilhar porque em muitos momentos ele percebia o personagem querendo/achando que é ele que está falando, um fortalecimento do ego ao invés de bem aventurança que é digna da percepção. 

E às vezes falo e quando não percebo experiencio essa bem aventurança, sinto que o que falei não acrescentou em nada a quem escutou e que não passou de tagarelice mental. Não sei se minha explanação fez valer ou emergir o núcleo ou a essência última dos ensinamentos/compartilhamentos que os personagens associam à figura do Buda.

 Agora me vem que tudo isso que estou falando, todo esse discurso de não saber se é o que falo só está fortalecendo o ego do personagem só corrobora o que foi dito. Por isso vou me abster e resumir compartilhando no resto da frase que o Raphael compartilhou:
 

” Se vc percebe isso, então sua responsabilidade de compartilhar aquilo que percebe é maior'”

– Através de João Jissô

Personificações do divino Atma,

Meus Amigos Nyorais,

Em especial, João e Raphael

Permitam-me comentar o relato do divino amigo Sakyamuni João…

Pelo relato ficou evidente que vocês estão à porta do céu!
Sim, estão a um passo de adentrar o mundo da Imagem Verdadeira!
Basta começar pelo começo e esse passo poderá ser dado e estarão no reino de Deus!

A “fórmula”, o método compartilhado no Núcleo é: “Perceber, desfrutar e compartilhar”.
Não é por acaso que é assim! Devemos partir do “perceber” e não do “compartihar”! Esta sequencia deve ser seguida à risca até que estejamos conscientes de que ela não existe!

Ela não existe quando estamos consciencialmente despertos, mas até então ela parece existir e deve ser seguida! Vamos tomar o exemplo da experiência do próprio Sakyamuni, que viveu na floresta por longos anos até atingir a iluminação sob a árvore sagrada… até perceber que ele não era o “Buda fenomênico”, que nasceu neste mundo e que naquele momento atingiu a iluminação. O que ocorreu foi que na representação, naquele momento Sakyamuni percebeu que sua real identidade sempre foi o “Buda eterno”; percebeu que QUEM É jamais nasceu neste mundo; e percebeu que não foi a “mente do personagem” Sakyamuni que teve a percepção, mas sim a Consciência do Ser que ele É e que todos São! O mesmo processo aconteceu com o Mestre Masaharu Taniguchi até perceber que “a matéria não existe”…, que percebeu que ele também não era aquele personagem que nasceu aqui neste mundo, mas que era e sempre foi o “ser búdico” atemporal e imaterial. Por isso passou a ensinar e a enfatizar a necessidade da prática cotidiana da Meditação Shinsokan, que se inicia com a percepção de que: “Neste momento deixo o mundo dos cinco sentidos…” Notem bem, adeptos de Masaharu Taniguchi, a Meditação Shinsokan se inicia com a “percepção”. Isso é assim porque sem isso é impossível entrar no mundo da Imagem Verdadeira, ou seja, é impossível percebê-lo; é impossível perceber que nós já estamos vivendo nele! E é assim simplesmente porque a “mente humana” não o percebe! Como algo irreal (a mente humana, que é uma representação) poderia perceber algo real? Lembrem-se: “A mente pensa; a Consciência medita”! É impossível perceber a realidade, o universo consciencial, o reino de Deus, o munda da Imagem Verdadeira “pensando”…
O mesmo processo ocorreu com a maioria dos que tiveram a experiência da iluminação… Mas não é regra geral, também acontece de o Ser “entrar na representação” mantendo a plena percepção de Quem É. É o caso, pra citar um exemplo, do meu atual personagem, que não teve que passar pela experiência da iluminação para perceber “Quem percebe”, justamente porque é “Quem percebe” em mim (em nós) que percebe! E percebe o real. Por isso a experiência da iluminação não é necessária se percebemos Quem percebe…
Enfim, tendo ou não que passar pela experiência da iluminação o ponto em comum entre todos os iluminados é a PERCEPÇÃO! Todos partem da “percepção”, a tal “iluminação”!
Voltando ao ponto principal deste comentário, disse que estão a um passo do céu porque vocês já entraram no ciclo de “perceber, desfrutar e compartilhar”! Mas estão começando pelo “compartilhar” e assim ficam em dúvida se estão realmente percebendo ou se o que estão percebendo é apenas manifestação do ego, ou seja, se é uma percepção mental… Sigam duas fórmulas: A primeira é que a dúvida é não! E a segunda é que o “perceber'” é sempre acompanhado do “desfrutar”!
Vamos por etapas…
A dúvida é não!
A percepção mental é dual. Se você acha que tem o “outro” ali essa percepção é mental. Por isso você quer ver a “reação” dos personagens, ou como o João disse, não sabe se o que compartilhou fez emergir neles o Buda… Se agir assim estará acionando o processo de “reagir” [de estar focado em reações], que é próprio da mente dos personagens. Parta de uma “ação consciente”, ou seja, parta da ação que aciona o processo de “interação”. A finalidade da “ação consciente”, mesmo estando na “representação” é o de “interagir”, “interagir com o Ser”, e não o de “reagir aos personagens ou ao cenário”. Por isso é dito: Você prefere “reagir aos personagens” ou “interagir com o Ser”?
A “ação consciente” é aquela que é consciente de que “só há um de nós”, e que mesmo que na representação pareçam existir muitos, é sempre o próprio Ser “aparecendo como”!
Na Bíblia é ensinado que: Não terás outros deuses além de Mim. O que isto revela é que Deus é onipresente! Em termos da linguagem usada por Masaharu Taniguchi referindo-se aos ensinamentos do budismo, isto equivale a dizer: “Aqui onde vivemos é o Mar Ryugu.” Assim, quando partimos da PERCEPÇÃO de que “aqui onde estou é o “Mar Ryugu”, é o mundo da Imagem Verdadeira; e não do pensamento, não vemos senão “seres búdicos”, seres celestiais, ou, pra usar a linguagem do Núcleo, “seres conscienciais” que não são senão o próprio Ser rela aparecendo e atuando na representação como um “personagem”! Tudo depende de “que realidade” você quer ver?
No Núcleo você aprende que há uma outra opção de percepção, além das já conhecidas!
Uma das já conhecidas é “perceber apenas mentalmente” – que é estar na representação totalmente identificado com quem você “está sendo”, ou seja, totalmente identificado com o seu personagem. Esta visão te faz agir sem consciência de Quem você realmente É; ou seja, você está profundamente imerso na representação, parte de uma ação inconsciente (e inconsequente!) e aciona o processo de “reagir aos personagens” ou reagir ao cenário”. Assim, sua vida é boa ou ruim, depende de como você a vê – de como sua mente a julga, ou seja, de como a interpreta, de como “reage” ao que acontece. É preciso observar que neste caso as “reações” são todas condicionadas. Você não é livre, e não age de forma livre, mas sim, apenas reage conforme todo um processo de condicionamento assimilado desde o seu “nascimento humano”. Em relação a isso compartilhei um ensinamento do Núcleo, que o Gugu até postou no blog Templo dos Iluminados que diz: “Não há sequer uma única nova verdade a ser revelada, nem mesmo uma nova consciência a ser desenvolvida. Nossa Consciência está plenamente desperta e já somos filhos de Deus, criados a Sua imagem e semelhança. O que nos falta é tão somente percebermos esta realidade nos desfazendo dos nossos condicionamentos.”   
A propósito, meu Amigo Gugu, coloque o autor lá: “Silvano”, para que todas as pessoas possam ter acesso a esses ensinamentos que compartilho no Núcleo, já que estão se percebendo apenas como “personagens” e me vendo apenas como um “personagem”…
[Como elas estão “olhando para fora” – para o que parece estar fora de si mesmas – estou “aparecendo como” um personagem na representação para que, percebendo “Quem sou”, tenham a “experiência de iluminação” que as fará perceber Quem realmente nós somos.
Ao lado deste ensinamento compartilhado no Núcleo tem o mesmo ensinamento nuclear de Jesus que disse algo neste sentido: “Não julgue, pois, aquele que julgar será julgado”. Assim, quem aciona o processo de “julgar”, que não é outro senão o processo chamado no Núcleo de “reagir aos personagens” está partindo de um “pensamento”, está seguindo um raciocínio – que provém de um processo de condicionamento, de uma forma de ver o mundo – e está chegando a uma conclusão, que mostra a quem julga o mundo que ela vê. Ou seja, quem “julga” vê apenas a representação e por isso vive imerso na representação.
Passemos a “segunda fórmula”:
O “perceber'” é sempre acompanhado do “desfrutar”.
Quando partimos da PERCEPÇÃO e não de um pensamento, nossa ação é consciente! Tratamos o cenário ou o “outro” pelo que É: Deus “aparecendo como”! Não há outro!
Por isso o ensinamento de Masaharu Taniguchi é de que “todos são FILHOS DE DEUS”. Assim, não há “outro” senão o Filho de Deus!
Na representação veja o “outro” como um espelho… Se o que você vir não estiver bom, desembace a sua lente! Ou como disse Jesus: Tire antes a trave do teu olho…
É como é possível ver e é como vejo! Não há nenhum “outro”, a não ser na representação!
Vou repetir pra enfatizar este ponto, que é essencial: Não há nenhum outro além de Mim!
Tudo o que vejo sei que está em mim mesmo, em minha própria percepção!
Se vejo algo ou alguém e julgo – percebo imediatamente que “ativei a percepção mental”… E fica evidente que – neste caso – o que estou percebendo está apenas em minha mente; ou seja, está revelando a forma com que os condicionamentos do meu personagem estão se revelando, como estão causando uma “reação”, e não uma interação com Quem sou.
Mesmo assim estou consciente de que isto é algo que está se passando apenas na tela de minha mente, da “mente do personagem”, não em Mim, não na “Consciência do Ser”! Por estar consciente disso posso suspender ou até interromper o processo e de imediato “sair da mente”!
Neste caso, como vejo João e Raphael em dúvida sobre se o que estão compartilhando é da mente ou do Ser – decido entrar na representação – escrever este texto e compartilhar que: Em Quem Somos “não há outro”.
Para acabar com a dúvida – que provém da percepção mental – e transcender a mente simplesmente DESFRUTE o que você estiver compartilhando! Isto certamente é do Ser! Ou seja, o “desfrutar” [da fórmula – “perceber, desfrutar e compartilhar”] vem do “perceber” e é aquele “estado de bem-aventurança” que acompanha a PERCEPÇÃO e que a revela!
Por exemplo, nem sei se os personagens – João, Raphael ou quantos outros – irão reagir, e de que forma, ao que estou compartilhando aqui. Compartilho que meu desfrute é pleno! Porque estou “interagindo com o Ser que “aparece como” personagens EM MIM. Não há nenhum personagem que eu possa estar percebendo que esteja fora da minha percepção. Assim, estou “interagindo com o Ser” que aparece como personagens na representação.
Notem que estou ao mesmo tempo:
Compartilhado;
Desfrutando;
Percebendo.
Mas notem que parto da percepção!!!
Partam da PERCEPÇÃO!
Isto significa:
Partam de uma ação consciente!
Consciente de que “apenas Deus é real.”
Deus é o único Ser real – É o único Ser.
Tudo mais são ilusões que se esvaem com o tempo, tanto personagens como cenários…
Deus é Verbo [ Ser ].
Deus É
Sendo Deus a única realidade nós não podemos estar existindo fora da realidade única, do que É, a não ser como uma ficção, como uma representação.
Esteja consciente disso ou não você está SIM, neste momento interagindo com o Ser!
Você está “se movendo, vivendo e tendo sua existência EM Deus”; Está no Mar Ryugu!
Portanto, meus Amigos João, Raphael e divinos personagens INTERAJAM COM O SER! Expressem Quem são! Vocês são Filho de Deus! E, portanto, têm a natureza de Deus!
O sentido é este: Todo Filho de peixe é peixe, Todo Filho de Deus é Deus!
Todos nós viemos de Deus, somos todos Nyorais, somos todos filhos da imortalidade!
Tudo isso pode ser resumido nisso:
Perceba “Quem faz”, “Quem aparece como”.
Para isso parta de uma ação consciente que é aquela que visa “interagir com o Ser”!
Se partir deste ponto você já não estará pré ocupado com as reações dos personagens…
Estará escolhendo interagir com o Ser, mesmo estando na representação!
Se estiver realmente agindo consciente, percebendo Quem faz, estará desfrutando tudo! Desfrutar é uma sensação de júbilo interior, de paz de comunhão com Deus. Desfrutar e Perceber são totalmente irmanados, ocorrem ao mesmo tempo!
O “compartilhar” é o que realiza a ação de perceber e desfrutar!
Observem com atenção porque o ato de compartilhar é tão importante, tão essencial:
Na Bíblia sagrada está escrito que: “No início era o Verbo. E o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.”
VERBO é palavra que expressa AÇÃO.
Assim, a ação é na nossa vida, nesta representação, a manifestação que realiza o Verbo. No momento em que amamos estamos realizando o Verbo amar!
No momento em que vivemos estamos realizando o Verbo viver!
No momento em que oramos estamos realizando o Verbo orar!
No Núcleo é dito: NÃO EXISTE PERCEPÇÃO SEM AÇÃO!
A ação de “compartilhar” resulta na realização conjunta dos verbos “perceber e desfrutar”.
No momento em que compartilhamos estamos realizando os Verbos perceber e desfrutar!
João, Raphael e todos os Amados de Deus!
Compartilhem o que estão desfrutando!
É Simples assim!
Quem está “desfrutando” [quem está em bem-aventurança] está “interagindo com o Ser”
Quem está “interagindo com o Ser”, está “desfrutando o presente” e não está com olhos nas futuras, eventuais ou possíveis “reações dos personagens”, que é tudo imaginação…
Viva o presente, desfrute o presente e dê o melhor de si, compartilhe! Isso faz com que você perceba Deus em sua vida… Note bem: Faz com que perceba Deus em Sua Vida…
E complementa a Bíblia sagrada: “E o Verbo se fez carne”…
O Verbo se fez carne…
O Verbo que estava com Deus e era Deus se fez carne…
Ou seja, o Verbo se realizou aqui nesta representação!
Ele percebeu que era Filho de Deus;
Ele desfrutou essa percepção divina;
Ele compartilhou plenamente tudo o que desfrutou e percebeu!
Jesus, o Verbo divino, pode ser visto como alguém que não tinha ainda cinquenta anos, como o viram alguns de seu tempo…
Ou pode ser visto como Quem ele mesmo se viu: Quem existe antes que Abraão…
Ele também pode ser visto como alguém do passado e que existe “fora de nós”…
Ou pode ser visto como ele mesmo orou a Deus para que fosse visto: EM nós! a fim de que fôssemos todos “aperfeiçoados na unidade”…
A percepção que vê Jesus como um personagem do passado e fora de nós é mental. Quem quer ver assim “tem razão”! Ou seja, está conforme uma razão, um raciocínio,
A percepção que vê o mesmo Jesus como uma manifestação em nós é consciencial. Quem vê assim “percebe”! Percebe que Ele existe antes que existisse “representação” e cenário e personagens, ou seja, percebe que Ele é real conforme suas própria definição, que: “antes que Abraão existisse Eu Sou”. Quem vê assim percebe que o amor de Deus e a glória de Deus, que existem antes de houvesse mundo, está nEle e Ele em nós!
Quem vê assim percebe que somos Um e que em realidade é Ele Quem percebe em nós!
Quem vê assim COMPARTILHA porque DESFRUTA o que PERCEBE…
Quem vê assim COMPARTILHA porque experiencia QUEM PERCEBE…
Enfim, quem quiser ver assim deve “perceber, desfrutar e compartilhar”!

Agradeço a todos, em especial aos que compartilham, por ser uma forma consciente de interação com o Ser na representação!

Namastê

Através de Silvano

2 thoughts on “Aqui, no Reino de Deus

  1. “(…) A percepção mental é dual. Se você acha que tem o “outro” ali essa percepção é mental.” Então, quem está aparecendo aí?
    Vejam QUEM responde: ” E eis que EU estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” Mateus 28.20
    Não há nenhum outro além de Mim…

    Que felicidade!!

    Namastê!!

  2. Vejam que belo exemplo de como “perceber, desfrutar e compartilhar” nesse comentário de Quem aparece como a divina personagem Ísis!

    Ela revela isso divinamente em cada frase deste seu comentário, vejam:

    A Percepção: {de Quem faz, de Quem “aparece como”}:
    “E eis que EU estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”

    O desfrute: Que felicidade!!

    O compartilhar: [o que percebeu e desfrutou]:
    “Então, quem está aparecendo aí?
    Vejam QUEM responde”

    Ísis, querida, Quem Eu Sou ama você!

    Amigos divinos!
    Vejam como a frase [Quem Eu Sou ama você] expressa o que percebo, desfruto e compartilho:

    Estou percebendo {Quem ama};
    Desfrutando {o amor EM Mim};
    E compartilho: [o amor divino}

    Por isso percebo a Ísis EM Mim como “premaswarupa”!
    Prema: O Amor divino
    Swarupa: A Forma que o amor divino assume!

    É o que o ato dela de “compartilhar” evoca EM Mim: A percepção do Amor como Forma!

    Sigam esse divino exemplo da abençoada Ísis!
    Compartilhem o desfrute daquilo que percebem…

    Namastê!

    Através de Silvano.

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