Tao da abundância

O Caminho. Não se pode conceituar o espiritual

O Caminho. Não se pode conceituar o espiritual

“A dinâmica da psicologia da escassez funciona assim: de maneira simultânea à formação do ego individual nasce um senso profundo de falta, uma sensação de separação de tudo o mais na vida. Esse sentido de separação traz um sentimento de contração e um senso de incompletude, que nós tentamos mitigar através de apegos mentais, físicos e emocionais. A necessidade percebida para defender e expandir nossos apegos, por sua vez, cria um sentimento de luta, de esforço. O esforço traz o ressentimento, a ingratidão e retenção, que nos rouba a alegria e impede a energia de fluir livremente em nossas vidas. Isso nos leva pra longe do caminho de nossos destinos natos. Ao invés de seguir nossos próprios caminhos, nós buscamos a aprovação e a atenção dos outros. Esse desejo de aprovação, por sua vez, produz hostilidade e inveja. A inveja, por sua vez, provoca ganância, que agita nossas mentes e nos coloca na louca corrida que chamamos hoje de “corrida de ratos”. Nesse processo, perdemos a capacidade de apreciar os prazeres simples que estão no lazer. No fim das contas, isso nos leva a uma sensação de caos e confusão que ofusca nossa inteligência natural e nos rouba a capacidade de apreciar a beleza da vida.

Por outro lado, a psicologia da abundância flui naturalmente do Tao, do caminho da vida. Movendo-se a partir da unidade do Tao, da experiência de unidade com toda a vida, recebemos a abundância natural do universo com facilidade em um espirito de gratidão e alegria. Assim, a energia flui livremente em nossas vidas, e realizamos nossos destinos natos. Reconhecer a força inata e a dignidade de toda a vida, vivemos em harmonia com ela e com seus ciclos naturais. Respeitando nossa humanidade acima de qualquer outro objetivo externo ou recompensa, cultivamos um senso de lazer e paz necessário a apreciar a beleza e a ordem inerentes da vida, e, assim, nos permitimos expressá-las através do que fazemos.”

Laurence Boldt, em “O Tao da Abundância”

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