O que nós somos – parte 2

Quem Somos…………………………Quem pensamos ser…

A Luz / A Fonte………………………..a sombra / a projeção…

1 – Eu………………………………………eu

2 – Sou……………………………………..estou

3 – Ser……………………………………..pessoa

4 – Consciência………………………….mente

5 – Bem-Aventurança…………………feliz / infeliz

6 – Atma / Imaterial……………………corpo físico

7 – Eterno………………………………….temporal

8 – Presente……………………………….passado / futuro

9 – Meditação…………………………….pensamento

10- Percepção…………………………….sentimento

11 – Unidade [só há um de nós ]……..dualidade [ eu e tudo o mais ]

12 – Silêncio………………………………….vibração [palavra]

13 – Conhecimento…………………………..experiência

14 – Saber……………………………………….acreditar/ não acreditar

15 – Intuição [capto do interior]………… Cinco Sentidos [capto do exterior]

16 – Amor……………………………………….temor / medo

17 – Ação dhármica [por ser]…………….. ação kármica [por interesse]

18 – Oração de agradecimento………….. oração de súplica

 

O esquema acima, em duas colunas, revela características que identificam a percepção do Ser [de Quem somos] e a percepção do personagem [de quem estamos sendo…]. Este esquema faz parte de um conhecimento nuclear chamado “A Unidade Essencial”, que torna possível expandir os limites da percepção de “quem estamos sendo” para a percepção de “Quem somos”.

Observem o seguinte:

A percepção do eu é: “Quero ser alguém na vida. Quero seguir o caminho abençoado; Quero conhecer a verdade divina; quero uma vida plena.”

A percepção do Eu é: “Eu Sou o que sou. Eu Sou o caminho, a verdade e a Vida”,

Há uma Unidade Essencial entre Ator e personagem que dá sentido à representação!
Conhecer esta “Unidade Essencial” é conhecer o mistério e o sentido da própria Vida…

Nas palavras do Ator que veio a este mundo como um divino personagem, o sentido de viver é perceber a “Unidade Essencial”, pois, “Eu vim ao mundo para que tenham Vida.” Sem esta percepção, sem esta Luz que vem ao mundo, que é “o caminho, a verdade e a Vida”, não há caminho, não há verdade, não há Vida”. Porém, aquele que percebe a “Unidade Essencial”, ou seja, “Aquele que crê em mim, ainda que esteja morto viverá.”

Há a “Unidade Essencial” entre “Deus e Filho de Deus”! Observe o item 10 da coluna acima e parta do “sentimento” de que é Filho de Deus para a “percepção” de Quem É!

Observe agora o item 14 da coluna acima e parta do “acreditar” que é Filho de Deus para o “saber” que É!

Note que é possível transcender-se, “transitando” da percepção do eu, do personagem que vc “está sendo”, para a percepção do Eu, do Ser que vc “É”. Assim, para deixar de se ver como se vivesse separado de todos e passar a se perceber vivendo em Unidade com todos, observe o item 11 da coluna acima e “transite” para percepção da Unidade; para isso observe o item 18 da coluna acima e “transite” da “oração de súplica” para a “oração de agradecimento”!

Saiba que você é livre para “transitar” entre estas “visões de si mesmo” e que isto torna possível expandir os limites da percepção de “quem você está sendo” para a percepção de “Quem você É”.

Em síntese, contemple o título deste post que está aqui não por acaso e perceba que:

A visão limitada é “o que nós pensamos…”
A visão expandida é “o que nós realmente somos.”

Transcenda os limites da percepção do personagem e desfrute a percepção do Ser!

Namastê,

Através de Silvano

2 thoughts on “O que nós somos – parte 2

  1. Assim que redigi o texto postado aqui fui levado – pelo Ser que Sou – a ler o que está escrito no livro “Mistérios da Vida”, de Masaharu Taniguchi. E fui levado diretamente às passagens que revelam esta “Unidade Essencial” entre o homem e Deus! Como exemplo, cito aqui algumas, extraídas do capítulos 4 [A Essência do Homem], onde na página 66 é revelado que; “O homem é Luz emanada de Deus.” Na página 67 está escrito: “Para tomar consciência da Imagem Verdadeira da Vida, há necessidade de distinguir claramente o Eu Verdadeiro [o “Eu” do item 1 daquele esquema de duas colunas] daquilo que é simples complemento [que são todos os itens da coluna 2]. Só quando o homem separar tudo que não faz parte do Eu Verdadeiro e jogá-lo fora, seu Eu Verdadeiro será libertado, deixando de ser importunado pelos complementos [que compõem a “identidade” do persoangem]; e do capítulo 8 [A Potencialidade do Ser Humano], onde na página 145 é revelado que: “Somos um com a Sabedoria imanente no Universo. Quando despertamos para esta Verdade fundamental [ou seja, quando despertamos para esta Verdade fundamental sobre nossa “Unidade Essencial” com a Sabedoria imanente no Universo – que é a que revela o ensinamento compartilhado através de “divinos personagens que se mantém no Núcleo”, ou seja, que se mantém conscientes de sua real identidade, de que são o Eu Verdadeiro] descobrimos uma espantosa força, como se tivéssemos achado em nossa carteira um cheque de valor infinito, e somos capazes de usar livremente esta força. A nossa força se multiplica de acordo com o nível de compreensão do fato de que, dentro de nós, vive o Ser absoluto.” O item 5 do próprio capítulo 8 tem o revelador título: “O homem é um com o Ser absoluto. Assim se inicia este item 5: “O Ser absoluto é universal e, ao mesmo tempo, único.” Na página 146 Masaharu Taniguchi afirma que; “Jesus declarou claramente que o Pai, ou seja, Deus-Criador do Universo, e o homem são um.” E na página 147 ele revela que: “O fenômeno é apenas manifestação do mundo espiritual, e no seu âmago existe a Imagem Verdadeira espiritual. Essa Imagem Verdadeira é misteriosa e impossível de ser conhecida através dos cinco sentidos. O Espírito [ou seja, o “Atma” – da coluna 6] é uma existência universal e, sem ter forma visível aos olhos físicos, está em toda parte.” [De fato o Atma, que é o “Ser único” é em realidade o própio Paramatma, ou seja, o Ser Universal] E conclui Masaharu Taniguchi: “Portanto, é a Sabedoria inesgotável que existe também dentro de nós. É, ao mesmo tempo, a Força infinita. A esta Sabedoria e Força infinitas que preenchem o Universo damos o nome de Deus.”

    Agradeço por compartilhar esta divina percepção, de Quem Somos, com todos os Nyorais!
    Namastê

  2. O Mestre [O Ser Real que habita em Mim, do qual Sou Um, com Quem Vivo em Unidade] me leva a compartilhar o que segue com os praticantes da Meditação Shinsokan:

    Atentem ao esquema de duas colunas que expressam as percepções do “Eu” e do “eu”

    Inicialmente notem que:
    O “Eu”, da coluna 1, expressa o Eu Verdadeiro;
    O “eu”, da coluna 2, expressa o eu fenomênico.

    1ª observação: Quem MEDITA é o “Eu” [ o Eu Verdadeiro ]; o “eu fenomênico” PENSA
    {Isto se depreende da simples leitura do Item 9, no qual “Meditação” está na coluna 1, a coluna da percepção do Ser, de “Quem somos”; e “Pensamento” está na coluna 2, a coluna da percepção do personagem, de “quem pensamos ser”}

    A prática da Meditação é a percepção da Verdade expressa pelas seguintes palavras:

    Namu-Amida-butsu [cujo significado é “Eu Sou Deus” – “Eu Sou Buda”

    Quem percebe a Verdade expressa nestas palavras é o Eu [ da Imagem Verdadeira ]

    No livro “Explicações detalhadas sobre a Meditação Shinsokan”, páginas 53, 54 e 55, Masaharu Taniguchi escreve que: “Há seguidores do budismo shin tariki (que acreditam na salvação pela força de Buda) que releitam a Meditação Shinsokan por considerá-la uma prática jiriki (salvação pela própria força do homem). Porém, o fato de mentalizarmos “Neste momento, deixo o mundo dos cinco sentidos e entro no mundo da Imagem Verdadeira” significa que, no instante em que meditamos “Neste momento”, já nos tornamos o Eu que deixou o mundo dos cinco sentidos, ou seja, o Eu da Imagem Verdadeira.
    Masaharu Taniguchi ainda elucida que: “É o nosso corpo carnal que se senta e junta as palmas das mãos ao realizar a Meditação Shinsokan. Entretanto, o Eu que deixa o mundo dos cinco sentidos (para o eu dos cinco sentidos, o mundo dos cinco sentidos existe; portanto, “deixar o mundo dos cinco sentidos” significa deixar simultaneamente o eu dos cinco sentidos) e mentaliza “Estou no mundo da Imagem Verdadeira” é o Eu da Imagem Verdadeira. O Eu da Imagem Verdadeira é que mentaliza que está no mundo da Imagem Verdadeira. Portanto, não é mentalização feita pela força humana (jiriki), ou seja, pelo falso eu. É uma entrega total à força de Deus (tariki).

    “É a natureza búdica que pronuncia Namu-Amida-butsu, que mentaliza “Eu Sou Deus”, “Eu Sou Buda”. Desse modo a natureza búdica se torna palavra, se torna prática espiritual e se manifesta o próprio Buda. Recitando o nome de Buda ou praticando a Meditação Shinsokan, alcança-se instantaneamente a iluminação. Assim se manifesta a Verdade de que somos iluminados desde o princípio. “Recitar o nome de Buda todo iluminado, eis a grande prática espiritual” (Shinran)

    2ª observação: Masaharu Taniguchi abre parênteses em seu texto para advertir que: “para o eu dos cinco sentidos, o mundo dos cinco sentidos existe”.

    No Núcleo dizemos o mesmo da seguinte forma: o universo dos personagens existe para os personagens… Significa dizer que o mundo mental (o mundo da mente dos personagens – o mundo dos cinco sentidos) existe para a mente dos personagens…
    Porém, os “personagens” são apenas isso: “personagens”! São o “eu fenomênico”.

    O universo dos personagens é apenas uma representação; o Universo do Ser é Real.

    Apenas “em meditação” percebemos o Universo Real [o mundo da Imagem Verdadeira]; Quem medita é o Eu Verdadeiro, é Quem Somos.

    Como diz Masaharu Taniguchi: “Na verdadeira Meditação Shinsokan, não contemplamos Deus por intermédio do cérebro físico. É o nosso Deus interior que O Contempla.” E de forma lúdica completa: “É o estado mental em que um iluminado se encontra com outro iluminado, soltando faíscas.”

    O próprio símbolo do Núcleo contém esta revelação, pois, o triângulo, que representa o ser humano, em seu tríplice aspecto, corpo, mente, espírito, está envolto por um círculo externo, que representa o Deus Criador do Universo; e tem em seu interior um círculo, que representa o Deus interior.
    Quando nos interiorizamos percebemos que o “Deus interior” é nosso “Eu Verdadeiro”; e meditando percebemos que esse “Deus interior” e o “Deus exterior” são o mesmo Ser!

    As palavras expressas por Jesus revelam esta percepção de que Eu e o Pai somos Um. Ou seja, expressam que o Eu que realmente somos, o Eu Verdadeiro é “Filho de Deus”!
    O que significa que o Eu Verdadeiro é o próprio Deus, o Ser Real, infinito e universal.

    Assim, com suas divinas palavras Masaharu Taniguchi revela que: “Na verdadeira Meditação Shinsokan, não contemplamos Deus (exterior) por intermédio do cérebro físico. É o nosso Deus interior que O Contempla.”

    Em plena sintonia com o ensinamento espiritual compartilhado através do Núcleo, que provém da Fonte comum a todas as religiões verdadeiras, a todas as formas de religar o homem a sua real natureza e identidade, Masaharu Taniguchi cita o mestre Kobo, fundador da seita budista Shigon, e esclarece sobre a Meditação Shinsokan que:

    “A Meditação Shinsokan tem o propósito de possibilitar ao meditante, por meio da concentração do pensamento, retornar à Grande Vida e com ela se fundir. assim mesmo no estado carnal em que ele se encontra. Desse modo, atinge-se o estado de total harmonia e liberdade que o mestre Kobo chamou de Sokushin Jobutsu (iluminação durante a encarnação): cada gesto passa a ser feito “de acordo com a vontade de Deus”, como dizem no cristianismo, e passamos a viver “conforme os desígnios de Deus”, como dizem no xintoísmo,a tradicional religião japonesa.”

    Em conclusão, temos a 3ª observação:

    A Meditação Shinsokan tem um importante sentido prático para a nossa vida cotidiana, que é Khan – contemplar – (perceber com os olhos espirituais) Shin (Deus onipresente).

    Portanto, a prática formal da Meditação Shinsokan deve ser levada ao nosso cotidiano, o que significa que assim como “ativamos a percepção da mente do personagem” que estamos representando para uma encenação fidedigna como “divinos personagens”, devemos “manter a mesma percepção ativada na meditação”! Desta forma estaremos “no mundo” mas não seremos “do mundo”, ou seja, estaremos “na representação” mas não seremos “da representação”; estaremos na representação conscientes de Quem Somos, de que somos “Filhos de Deus em expediente integral”, não apenas durante a prática formal da meditação…
    Assim, nos manteremos naquele “estado mental em que um iluminado se encontra com outro iluminado, soltando faíscas”…

    Então, os que estiverem neste estado perceberão que o Mestre [O Ser Real que habita em Nós, do qual Somos Um, com Quem Vivemos em Unidade] nos leva a compartilhar a percepção de Sua evidente onipresença entre os praticantes da Meditação Shinsokan.

    A percepção do Universo de Deus é comum a todos os que verdadeiramente meditam, pois, em realidade é Deus Quem medita em nós.

    Namastê,

    Através de Silvano

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