Esse cara sou Eu

Divinos personagens,

Desfrutem o presente!

No Núcleo o “Cristo sorrindo” representa nossa real identidade, a Consciência do Ser.

É o Cristo Quem percebe em nós. Por Ele ser a Consciência do Ser, estar no núcleo é estar percebendo consciencialmente, percebendo o que a Consciência do Ser percebe. É estar percebendo “do alto” Quem todos são e Quem Eu Sou. Graças a Quem “Eu Sou” quem “eu estou sendo” percebe, desfruta e compartilha as muitas manifestações do Ser.

O próprio Ser Real foi Quem escolheu para o Núcleo esta imagem do Cristo sorrindo, que representa o Cristo Vivo! Por estar vivo foi Quem veio a nós atendendo a oração: “Venha a nós o vosso reino e seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu.”

É Ele Quem, em nós, nos torna conscientes de suas infinitas bênçãos e manifestações.

O texto que se segue é uma destas manifestações do Ser que Se revelou a mim, e que está Se revelando a você. Veio por um personagem do Ser que quis compartilhar algo.  Graças ao “Cristo que sorri” em mim posso perceber “Quem está aparecendo como”…

É esta “percepção de Quem faz” o que quero aqui desfrutar e compartilhar com todos!

O amor de Deus não exclui ninguém. Perceba que o Cristo está sorrindo neste instante para você também. Ele o está fazendo Agora, através desta mensagem, convidando você a perceber a Vida em unidade com Ele. Quem escreveu o texto que se segue percebeu o essencial. A verdade foi percebida por quem escreveu o texto e também por mim. Então poderá ser percebida por você também, porque não é dele ou minha, é de Quem somos.

Perceber, desfrutar e compartilhar aguça em quem percebe a percepção de “Quem faz”. Assim esta percepção se propaga como uma chama e transforma a percepção do mundo!

Do meu, do seu e do mundo de todos os seres, porque em realidade “só há um de nós”.

Que a verdade seja percebida, desfrutada e compartilhada entre nós e por todos os seres!

Silvano.

Eis o texto:

Percepção Lúcida…

Você é o Buda, você é a verdade. Então porque não sente isso? Por que não conhece isto muito bem?

Por que existe um véu no caminho, que é o apego às aparências, como por exemplo a convicção de que você não é Buda, de que você é um indivíduo separado, um ego. Se não puder remover este véu de uma só vez, então ele terá que ser dissolvido gradualmente.

Se você conseguir enxergar através dele, totalmente, mesmo que apenas por um instante, então poderá fazer isso novamente a qualquer momento.

Onde quer que esteja, o que quer que esteja diante de você, de qualquer forma que as coisas se apresentem; simplesmente retorne à esta clareza e abertura espaçosas e sempre presentes .(Kalu Rinpoche)

Quando praticamos a meditação, o que fazemos equivale a descascar as camadas da persona. Nós continuamos a descascando, camada por camada, cada vez mais, em direção ao centro, trazendo à superfície e soltando, um após o outro, os muitos rostos que apresentamos ao mundo e a nós mesmos.

Se nós não somos os nossos pensamentos, então quem somos? Quem é esta pessoa que tenta meditar? Quem é o experimentador que experimenta? é nossa mente, nosso corpo, nossa alma, nosso espírito? A grande questão é esta, a questão da identidade.

A maioria dos meditadores traz consigo uma aspiração comum: experimentar as coisas diretamente como são, no momento presente. Agora é o único lugar onde podemos estar. Tanto as lembranças quanto os planos ocorrem no momento presente.

Na meditação nós voltamos sempre a este presente que é o único, despertando gradualmente para a verdade de quem e do que somos. Nós sabemos que não podemos fugir, que precisamos voltar sempre. Respiramos, praticamos a atenção plena e descascamos camadas e mais camadas. Cada vez mais fundo. Vendo os nossos estados mentais, soltando o que nos prende, desmascarando, descascando, até finalmente chegar ao estado original, não processado, o estado natural, o ser genuíno. Esta é a natureza búdica, a natureza verdadeira – a mente natural. O Buda interior está desperto.

Simplesmente ser – em meio a todo o fazer, o atingir e o vir-a-ser. Este é o estado natural da mente, nosso estado original e fundamental de ser. É a natureza búdica autêntica. É como o reencontrar o nosso equilíbrio.

Mente grande / mente pequena.

Para nos ajudar a compreender que não somos aquilo que pensamos, os ensinamentos de Buda fazem uma distinção entre o que é chamado de Grande Mente, ou Mente Natural, e a mente “pequena” ou mente comum e iludida.

A mente pequena ou iludida é a mente habitual, barulhenta, imprevisível e constantemente fora de controle. É a nossa mente finita, conceitual, racional, discursiva, pensante. A mente iludida tem muitos impulsos e necessidades, ela deseja muitas coisas. Está quase sempre confusa, atravessa flutuações constantes de ânimo e é muito inquieta. Fica com raiva, deprimida ou hiper-ativa. Alguns textos tradicionais antigos chamam esta mente pequena de “mente de macaco”, e a descrevem como um cavalo selvagem e indomável, ou então como um pequeno macaco simpático mas totalmente caótico, pulando de árvore em árvore, procurando satisfação nos lugares errados.

O que se quer dizer com Grande é a natureza essencial da mente. É isto que chamamos de natureza búdica ou mente natural. Esta é a nossa verdadeira natureza – a consciência pura e ilimitada que reside no coração, e que é parte integrante de todos nós. O Buda a descreveu como imóvel, clara, lúcida, vazia, profunda, simples (descomplicada) e em paz. Na verdade, não é aquilo que chamamos habitualmente de nossa mente.

É a natureza luminosa e mais fundamental no âmago de nosso ser. Isto é rigpa, o cerne da iluminação. É a nossa cota de nirvana aqui na terra.

O Dogchen ensina que tudo o que precisamos fazer para nos tornarmos iluminados é o reconhecer e repousar nesse estado mental natural. No zen eles chamam isto de mente original. É a percepção crua, nua, e não algo que aprendemos ou fabricamos. Isto é o Buda interior – a presença perfeita na qual podemos confiar. Despertar para esta mente natural, esta natureza búdica, é sobre o que a meditação se ocupa.

Quando os mestres Dzogchen falam em permanecer na visão, o que querem dizer é reconhecer o estado natural da mente, a natureza búdica, e repousar nesta percepção lúcida.

Isto implica uma imediação espontânea e uma consciência sem separações ou escolhas. Esta visão ampla, ou panorâmica, significa ser capaz de viver as coisas como são, com clareza total.

Essa visão, ou visão superior, não distorce. Ela é totalmente aberta e sem julgamentos. Quando permanecemos com a visão, não tentamos manipular ou alterar a verdade do que é. Um espelho não escolhe o que reflete.

Da mesma maneira, a medida que os objetos surgem na mente, eles simplesmente aparecem, sem distorções nem correções, no espelho límpido da consciência.

Com esse tipo de visão, nós nos lembramos do todo – Dzogchen, a Perfeição Natural das coisas justamente como são. Na meditação básica, praticamos a atenção plena à respiração.

O treinamento Dzogchen é mais avançado; ele nos ensina como estar despertos e unos com o que é. Na prática, Dzogchen, levamos conosco aonde quer que formos, nossa consciência sem separações, para que cada momento seja um momento de atenção plena, um momento de realidade, de liberdade e iluminação.

Como disse um mestre zen: “A eternidade é um único instante, e esse instante é agora. Acorde para ela!”.

Isso pode soar esotérico, mas na verdade é um ensinamento muito prático. Tudo o que se tem a fazer é permanecer com a visão.

Este ensinamento introduz uma forma de manter a perspectiva maior em mente e ao mesmo tempo fluir com a grande corrente da realidade, sem ficar preso nos redemoinho da vida.

Quer você esteja praticando a meditação formal ou dando banho no cachorro da família, preserve sua mente natural, permaneça consciente e desperto, em vez de se deixar carregar por pensamentos e projeções. São todos apenas aparências ilusórias. Se você puder manter esta visão, então a meditação em ação se desenvolverá espontaneamente, e haverá menos separação entre a prática religiosa formal e os atos mundanos da vida cotidiana.

Nós vivemos na ilusão e na aparência das coisas.

Existe uma realidade.

Quando você compreender isto, verá que você não é nada.

E não sendo nada, você é tudo. É só isso. ( Kalu Rinponche)

Lama Surya Das em O Despertar do Buda Interior

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