Ensinamentos

A maior parte das tentativas filosóficas e teológicas modernas de
compreender a verdadeira Religião sofre da deficiência de acreditar que o
conhecimento religioso real é mera especulação do pensamento sobre a
situação do ser humano no mundo.

Em verdade o dito “conhecimento religioso” é experiência pura! Devemos ler textos das religiões como verdadeiros cientistas que analisam uma teoria e logo em seguida fazem experimentos para comprova-la. Os ensinamentos dos grandes mestres são totalmente empíricos, e só podemos comprova-los da mesma maneira, de forma empírica. Porém eles são imperceptíveis à mente racional comum, aos pensamentos, aos cinco ou seis sentidos comuns. Se quiser experiencia-los é necessário que você ative uma outra forma de percepção em você. E ativar esta percepção independente de qualquer sentido, objeto material, ou nome e forma condicionada é perfeitamente possível, é fato e direito de todos. É só querer e ter coragem de abdicar de algumas certezas, conceitos e condicionamentos…

Buda dizia que você deve analisar os seu ensinamento como um ourives que pega uma joia em suas mãos e cuidadosamente analisa, olha, troca de lente, usa uma lupa, testa, manuseia, faz trincos para ver se é uma joia real ou falsa!

Pois façam, percebam, desfrutem a percepção e graça divinas e compartilhem! Se você ainda não percebeu é porque está procurando esse entendimento, essa percepção do ensinamento da sua Religião ou o que quer que você acredite de forma superficial, mental.

Esta percepção é possível aos que seguem os princípios e ensinamentos que a ativam.Estes princípios e ensinamentos foram expostos pelos fundadores das principais religiões, mas, em razão dos dogmas acrescentados pelos seguidores e intérprete

es dos mestres que os revelaram passaram a estar implícitos e a depender de divinos personagens que novamente os explicitem. Assim, não há necessidade de uma nova religião universal, mas sim, de princípios e ensinamentos de validade universal, que substituam os dogmas que se acumularam sobre os ensinamentos das religiões.

Os dogmas são produzidos pela mente e quando os seguimos estamos dando ênfase a percepção mental. Por isso, se somos seguidores de dogmas que se formaram sobre os ensinamentos originais dos mestres não nos será possível a experiência direta do divino que estes mestres quiseram nos proporcionar. Nós “teremos razão”, ou seja, estaremos seguindo um raciocínio [ estaremos sendo seguidores de alguém que criou o dogma ], mas “não teremos a percepção” que o mestre quis compartilhar.

Como exemplo disso, Jesus orou a Deus: “Pai, a minha vontade é que onde eu estou estejam todos os que me deste… para que o amor com que me amaste antes da fundação do mundo esteja neles e eu neles esteja.” Ou seja, Jesus quis que nós tivéssemos uma experiência direta do amor de Deus; e não que nos tornássemos seus seguidores para que fôssemos salvos [ Isto é um dogma que se criou, para que o cristianismo, enquanto instituição religiosa, prevalecesse sobre as demais religiões]. Jesus sabia que a experiência direta do amor de Deus seria a própria salvação, por isso orou para que todos percebessem o Ser único, de forma direta, revelado nas palavras: “Eu neles e tu em Mim”, para que sejam “aperfeiçoados na unidade”.

Hoje em dia, os divinos personagens continuam seguindo os dogmas, sem perceberem que estão fazendo isso! Então, não tem experiências diretas do divino, porque suas vidas continuam sendo pautadas por suas mentee e suas razões. Eles “tem razão” [ eles são seguidores de raciocínios próprios ou de outrem ]; mas “não percebem” o que fazem!

Jesus foi crucificado porque “raciocinaram” que o Filho de Deus não
faria o que ele fez, e que, portanto, ele só poderia ser um impostor!
E mesmo sendo crucificado Jesus orou: “Pai, perdoai-os, porque eles
não sabem o que fazem.”

Eis a evidência da divindade de Jesus, que agiu pela Consciência do
Ser e não pela mente. Escolheu “não reagir aos personagens”, seus
algozes [ não julgou ], mas sim, “interagir com o Ser” [ orou a Deus ].

Jesus demonstrou que estava agindo pela Consciência do Ser e não por sua mente [ pelas razões da sua mente humana ]! Esta é a “experiência direta do divino”, a “gnose”, o conhecimento sagrado, a percepção de que além da realidade aparente, do que é percebido pela mente dos personagens, há a realidade do Ser, da
divindade! É com essa realidade que podemos escolher interagir em cada ato de nossas vidas, se de fato quisermos perceber Quem somos e, ter a “experiência direta do divino”! Esse é o convite e a mensagem essencial da Gnose, do Cristianismo original, do Núcleo, e de tantos outros ensinamentos do Ser Real.

Arigatô Gozaimasu!

3 thoughts on “Ensinamentos

  1. Concordância de Sidarta Gautama, o Buda

    “Não se apresse em acreditar em nada, mesmo se estiver escrito nas escrituras sagradas. Não se apresse em acreditar em nada só porque um professor famoso disse. Não acredite em nada apenas porque a maioria concordou que é a verdade. Não acredite em mim. Você deveria testar qualquer coisa que as pessoas dizem através de sua própria experiência antes de aceitar ou rejeitar algo.”

  2. O dogma da confusão que se generalizou:
    P.ex.: confundir (intencionalmente ou não) Jesus(personagem) com o Cristo-Consciência
    Onipresente em Si… Que é tudo em todos!

    Sou grato pelo texto/Blog.

    SERgio.

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