A ONIPRESENÇA, A ONIPOTÊNCIA E A DISPONIBILIDADE ETERNA DE DEUS

Joel Goldsmith
O que se segue é um texto de Joel Goldsmith comentado.
Fonte do texto
A ONIPRESENÇA, A ONIPOTÊNCIA E A DISPONIBILIDADE ETERNA DE DEUS
O segredo deste princípio com o qual estamos trabalhando – chamado de Princípio de Cristo – é a onipresença, a onipotência e a disponibilidade eterna de Deus. Toda a mensagem do “Caminho Infinito” pode ser resumida nas palavras: a onipresença, a onipotência e a disponibilidade eterna de Deus. Isso é tudo. Uma vez que você atingiu a consciência da presença de Deus, você pode pegar todos os escritos do “Caminho Infinito” e jogá-los fora ou desfazer-se deles. Você não precisará mais deles, porque terá a essência do seu ensinamento: o entendimento da natureza infinita de Deus, Sua onipotência e Sua disponibilidade eterna.Este sentido da Presença e do poder de Deus é o princípio que você vai querer dar aos seus filhos, que seus pacientes ou alunos vão querer dar aos filhos deles. Deve ser construído dentro da consciência da criança desde a manhã até a noite e desde a noite até a manhã. Nunca se deveria permitir que uma criança fosse dormir sem a lembrança consciente de Deus como onipresente. Aqueles que querem que seus filhos cresçam com um sentido maior de masculinidade e de feminilidade do que as últimas gerações, terão que fazer isto por meios diferentes ao do ensinamento humano ou através de um código de conduta puramente humano. Mas a pessoa que, por uma vez, tenha consciência da presença de Deus, nunca mais terá desculpa para violar qualquer princípio de vida, moral ou ético.

O verdadeiro princípio da vida é este: o que é seu, virá até você. Seu próprio estado de consciência se manifestará como a sua experiência e nenhum homem poderá tirar isso de você. Nenhum homem poderá tomar a sua consciência, da mesma forma que não poderá tomar o seu conhecimento de matemática ou de música.

Quanto maior a percepção de Deus que você atingir, maior o grau de coisas e pessoas agradáveis que aparecerão no seu mundo exterior. Essas coisas e pessoas serão a sua própria consciência aparecendo a você. Ao olhar para a atual situação de seus afazeres, você pode dizer: “Então, eu tenho um estado de consciência muito pobre”. Pode ser que seja assim. Neste caso, cabe a você reconhecer isso e mudar. Cabe a você mudar. “Buscai, pois, em primeiro lugar o reino de Deus” (Mateus 6:33) – a percepção consciente de Deus. Busque esta consciência de Deus e faça dela uma percepção sempre crescente. Deus está aqui em Sua infinitude, mas atingimos essa consciência só até certo ponto. Que ponto é este, cabe a nós buscar.

Todo mundo na Terra tem, potencialmente, a mesma consciência que Jesus Cristo. Ela é infinita, está aqui e está nos esperando. A pergunta é: queremos passar horas de devoção, queremos fazer o esforço exigido para nos treinarmos a fim de sermos conscientes da presença de Deus, em vez de buscarmos alguma forma, na qual Deus esteja para aparecer? Aqui está todo o segredo. Cabe a nós! Se pudermos contar totalmente com o Princípio, a Consciência, podemos atingir a consciência do Cristo.

Um homem nunca poderia roubar depois de apreender a consciência de Deus como a sua provisão. Um homem nunca mataria, se apreendesse, uma vez, a consciência de Deus como a vida eterna, como a vida do ser individual. É somente a crença de que alguém tem vida própria que faz com que a pessoa mate, mesmo em legítima defesa. Mesmo o matar em legítima defesa é um reconhecimento de que temos uma vida própria, que está em perigo. Isso não seria possível se a verdade de que Deus é a vida eterna fosse percebida. Você não pode destruir a vida eterna; nenhuma bala ou bomba pode destruí-la. A consciência de que Deus é a realidade do nosso ser dissipa toda condição que leva ao pecado, à doença e à morte. A causa dos problemas do mundo é o sentido de separação de Deus. O antídoto para os problemas do mundo é a percepção consciente de Deus como onipresente, onipotente, onisciente – a realidade do ser.

Quando idolatramos pessoas e personalidades – quer o façamos de um caráter religioso, de um caráter nacional ou internacional – estamos contribuindo com o alicerce de nossa destruição. Só no grau que percebemos Deus como uma presença universal, como uma presença impessoal e imparcial, como a vida de todos, como a mente e a Alma de todos, como a consciência de todo o ser, podemos vencer as condições deste mundo.

Não é o ensinamento de um Deus, e de um Deus onipotente e onipresente, o único ensinamento religioso que pode acabar com as discussões entre igrejas, acabar não só com as guerras religiosas, mas com todas as outras guerras? O antídoto para a guerra é a percepção de Deus como presença e poder individuais, de Deus como nossa experiência individual. Essa percepção traz uma consciência do poder espiritual. Uma vez que, como indivíduos, provarmos que há um poder espiritual que cura nossas doenças, falhas e limitações pessoais, começaremos a ver que há um poder espiritual que pode vencer qualquer mal na sociedade humana.


DEUS SE MANIFESTA ENSINANDO, CURANDO E SALVANDO

A consciência é infinita. A consciência se manifesta como um ser individual (o seu ser o meu ser). Se eu disser a você que a consciência se manifestou como o meu ser individual e como o meu estado de consciência individual, e que esta consciência, através de mim ou como eu, está transmitindo a você esta verdade, você provavelmente concordará. Se você se sentar no seu escritório, ou em casa, e ajudar alguém, você concordará que essa consciência que ocorre como verdade, como poder espiritual, foi aquela que possibilitou a você ajudar o seu paciente, o seu vizinho, o seu amigo ou parente.

Agora, deixe-me avançar um passo e mostrar a você que a Consciência está Se manifestando como um ser individual dentro da minha consciência e da sua. Portanto, a todo instante do dia e da noite, Deus está Se revelando a você, dentro de você, de uma forma individual, em algum sentido individual de pessoa ou poder, como orientação, direção e como um instrumento de cura, assim como um instrumento de amparo e provisão. Em nenhuma hora você está sem aquele que ensina e cura você. Deus está Se manifestando em sua consciência como aquele que ensina e cura. Aonde quer que você vá, com ou sem a companhia de um ser humano, com ou sem um livro, você está levando em sua consciência a manifestação de Deus, de Seu próprio ser como quem ensina, cura, supre, protege e salva.

 

Quer Ele apareça dentro de você como a ideia de alguma personalidade do passado, do presente ou do futuro; quer Ele apareça a você como um professor ou um ensinamento exteriorizado; quer Ele apareça a você como uma posição ou um investimento, por favor, lembre-se disso: Deus é onipresente em sua consciência como forma individual, como individualidade individual. Em todas as horas e em todos os lugares, Deus está presente dentro de você como o seu professor, como o seu ensinamento, como o seu companheiro, como todas as suas coisas desta existência.

Neste momento, estou pensando mais particularmente em termos de quem ensina e cura, já que o que aparece exteriormente para você como professor ou ensinamento não é isso, de forma alguma. O “professor” ou o “ensinamento” que aparecem para você não são aparições em si mesmos, pois nada são em si mesmos. O “professor” e o “ensinamento” são Deus se manifestando em sua própria consciência como uma ideia divina. Ele sempre está presente em sua consciência esperando o reconhecimento, e Ele sempre estará lá manifestando qualquer forma que seja necessária, até o ponto em que você queira reconhecer a manifestação de Deus como uma ideia divina dentro de você e não tenha medo de que a Ideia divina apareça para você de alguma forma que você não tenha vivenciado até agora.

A consciência nunca morre. A consciência de todo e qualquer indivíduo nunca morre. A consciência individual nunca desaparece da face da Terra. Portanto, essa consciência, que é conhecida como Jesus Cristo, Krishna ou Buda (essa consciência que é conhecida como alguma grande luz ou personalidade religiosa e espiritual), está onipresente dentro de você e pode aparecer a qualquer momento em que você abra a sua consciência. Pode tomar a forma de palavras ou pensamentos. Mas não fique surpreso se ela aparecer como uma pessoa, como a verdadeira imagem e semelhança de algum ser espiritual.

A consciência pode aparecer para você como a forma do que você imagina ser Jesus Cristo ou qualquer grande líder espiritual, mas não será a forma, como era conhecida na Terra. Será a forma deles como Deus fez e será visível na proporção da interpretação que você der a ela. Se você é cristão desde o nascimento, ela pode bem aparecer a você como a forma que você já viu nas imagens ou pinturas do Mestre, Jesus Cristo. Mas se você foi educado com o ensinamento hindu, ela pode se tornar visível a você como Krishna ou Buda. Se você é seguidor do judaísmo, pode aparecer como o que o mundo chama de Moisés.

Qualquer que seja a forma, ela será simplesmente a sua interpretação do Cristo – a consciência do Cristo. Ela pode vir a você como alguém que você nunca conheceu ou sobre quem nunca ouviu falar – algum mestre antigo ou moderno. Por outro lado, pode não vir na forma de uma pessoa; pode vir como idéias, palavras ou frases. Mas, em seu pensamento, não limite as formas de expressão, nem considere qualquer coisa impossível, porque Deus é infinito e Deus tem uma infinita maneira de aparecer. A Bíblia está cheia de referências a Deus como luz, mas também enfatiza o fato de que Deus é a verdade. Portanto, Deus pode aparecer muito bem como uma sensação ou uma frase da verdade, ou como uma sensação de luz. Mas não esqueça que Deus, ou a Verdade, sempre apareceu na Terra como um indivíduo. Deus pode aparecer para nós sob qualquer forma.

Deus é o ser individual infinito: Deus é onipresente como a sua consciência individual. Esta onipresença pode aparecer a você sob qualquer forma que sua consciência possa aceitar. Não limite a forma na qual a verdade, a orientação, a saúde, a cura possam vir a você, porque Deus é infinito em Sua atividade, Deus é infinito na forma e na aparência.

Aceite a verdade que Deus pode aparecer a você individualmente: Deus pode aparecer a você dentro de sua própria consciência; Deus pode aparecer como aquele que ensina, cura, salva; Deus pode aparecer como direção, sabedoria, orientação. Aceite Deus sob qualquer forma na qual Ele possa aparecer em sua consciência quando você está em silêncio. Não tenha medo de qualquer visitação interior. Quanto maior o grau de desenvolvimento que você atingir neste trabalho, maior será a revelação interior de uma natureza individual vinda a você. Você receberá a sua manifestação individual de Deus e Deus aparecerá a você de forma individualizada.

No que me diz respeito, a cura da doença, a cura do pecado e a cura da pobreza são apenas prova de que a mensagem da Onipresença é verdadeira. A cura do corpo não é a principal função deste ensinamento; o propósito deste ensinamento é tornar Deus visível e real para você, individualmente, como uma experiência viva. Deus é uma pessoa e um poder vivos – não “pessoa” em nosso sentido de pessoa -, mas Deus é uma individualidade infinita a ser percebida por cada um de nós.

Podemos viver, mover-nos e ter o nosso ser na consciência de Deus vinte e quatro horas por dia. Este é o propósito deste trabalho. A saúde, a riqueza, a harmonia, a paz e a felicidade sempre acompanham a consciência da presença de Deus.

Abraão chamava Deus de “Amigo”. Jesus chamava Deus de “Pai”. Ramakrishna chamava Deus de “Mãe Kali”; os quakers chamam Deus de “Pai-Mãe”. Em qualquer forma que essas pessoas tenham percebido Deus, elas o sentiram não como um nome, mas como uma experiência real, a que deram o nome de “Pai”, de “Amigo”, de “Pai-Mãe”, ou de “Mãe”. Foi uma experiência real que ocorreu na consciência deles, como a descida do Espírito Santo em Pentecostes – uma experiência a que eles deram o nome de “Deus” ou de “Pai-Mãe”.

O que fizemos em nossa vida religiosa foi simplesmente dizer os nomes “Pai”, “Mãe”, “Deus” e “Cristo” – sem ter tido realmente a experiência de Deus em nosso ser interior – o que não tem significado. O propósito e a mensagem do “Caminho Infinito” é fazer de Deus uma realidade viva, a fim de que você, ao fechar seus olhos ou abri-los, tenha sempre a sensação e o sentimento dessa Presença divina orientando, conduzindo, dirigindo e instruindo você.

Comentário:

O “Filho do Homem” já está no “Céu”!

 

Este texto dAquele que “aparece como” Joel Goldsmith é absolutamente “nuclear” e contém a essência da revelação espiritual!
No ensinamento compartilhado no Núcleo esta mesma essência está contida na revelação:“Eu apareço como”.
Aquele que “aparece como” é nosso Verdadeiro “Eu”, nossa real identidade divina.
Podemos perceber este Eu.
Goldsmith revela que: “Quanto maior a percepção de Deus que você atingir, maior o grau de coisas e pessoas agradáveis que aparecerão no seu mundo exterior.” 
A sutileza está no fato de percebermos que é o próprio Eu Quem Se percebe!
O que acaba de ser revelado é a contribuição do ensinamento compartilhado no Núcleo sobre os ensinamentos espirituais!
O homem quer perceber Deus mas ele não pode fazê-lo! Só Deus Se percebe!
Na linguagem bíblica isso está escrito assim: “Se, falando de assuntos da terra, não me credes, como crereis, se vos falar dos celestiais? Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser Aquele que veio do céu, a saber: o Filho do homem que está no céu.” [João 3: 12, 13]
“Céu” é a Realidade Suprema.
“Terra” é a Representação Divina, e por isso é bastante realística.
A real identidade do “Filho do Homem” é que ele é em verdade “Filho de Deus”.
Essa é a essencial revelação de Masaharu Taniguchi, fundador da Seicho-No-Ie. Como ensina Masaharu Taniguchi, a Terra é uma projeção do Mundo Verdadeiro [Jissô]. Essa projeção ocorre através de uma lente, que é a mente humana. Assim, dependendo da condição da mente, a projeção será distorcida e não refletirá o real!
Para que a mente esteja limpa temos que perceber que o “Filho do Homem” já está no “Céu”.
Para exemplificar: Masaharu Taniguchi usa a expressão “Buda fenomênico” e “Buda eterno”. “Buda fenomênico” corresponde a “Filho do Homem” e “Buda eterno” corresponde a “Filho de Deus”. O “Buda fenomênico” aparece na Terra [na Representação] como projeção do “Buda eterno”.
Não é possível ao “Buda fenomênico”, que é uma projeção, saber qual sua real identidade a partir de sua própria percepção. Esse é o ponto!

Então surge a necessidade de o “Buda eterno” compartilhar Sua percepção de onde está [está no “Céu”].

Assim surgem na Representação os avatares, aqueles que percebem que o “Filho do Homem” é uma projeção do “Filho de Deus”, e que, portanto, o verdadeiro “Filho do Homem” está no Céu.

Na linguagem do Núcleo, que para fins didáticos usa a metáfora de Ator e personagem, é dito que a real identidade do personagem é o Ator. Assim, fica evidente que apenas o Ator percebe Quem ele É. O personagem não percebe que em verdade ele é o próprio Ator representando.
Assim, ao revelar que: “Quanto maior a percepção de Deus que você atingir, maior o grau de coisas e pessoas agradáveis que aparecerão no seu mundo exterior”, Goldsmith está revelando que o mundo exterior é uma Representação Divina que se torna mais agradável à medida em que atingimos a percepção de Deus. O ápice dessa percepção se dá com a percepção de que é Deus Quem Se percebe! Ele Se percebe em tudo. Por isso a essência dos ensinamentos espirituais da humanidade está contida na revelação: “Eu apareço como”.
Por isso a mente [do personagem], a mente do Filho do Homem [mente do Buda Fenomênico], que é a lente através da qual a projeção se dá, deve ser uma transparência para a Consciência [do Ser Real], para a Consciência do Filho de Deus [Consciência do Buda Eterno].
A mente do personagem [Filho do Homem] não perceberá que o Filho do Homem está no Céu! Apenas o “Filho de Deus” [a Consciência do Ser] percebe que o “Filho do Homem” está no Céu!
Então, é preciso tirar o foco da percepção do personagem [tirar o foco da percepção da mente] e focar na percepção do Ator [focar na percepção da Consciência; “a percepção de Deus”].
Goldsmith está revelando que isto é possível e que: “Quanto maior a percepção de Deus que você atingir, maior o grau de coisas e pessoas agradáveis que aparecerão no seu mundo exterior”.

Essa revelação confirma esse ensinamento compartilhado no Núcleo:

“Eu apareço como; às vezes nem eu mesmo percebo, mas se você perceber já é o suficiente.”
Traduzindo:
“Eu [o Ser Real] apareço como [apareço na Representação Divina como alguém ou como algo]; às vezes nem eu mesmo percebo [nem “eu mesmo” referindo-se aqui ao eu do personagem], mas se você perceber [se você mesmo como um personagem perceber que sou Eu aparecendo como tudo] já é o suficiente [é o suficiente porque neste caso já não é o eu do personagem quem está percebendo, mas sim o Eu do Ser Real, que Se percebe como o Todo, como Onipresença].”
Namastê!

Conferência: A Unidade Essencial entre Deus e o Homem

NÚCLEO

TEMPLO DOS ILUMINADOS 
CONVIDAM VOCÊ PARA:
CONFERÊNCIA: A UNIDADE ESSENCIAL ENTRE DEUS E O HOMEM

Existem características da divindade em nós, que nos proporcionam conexão com o Sagrado, Paz, Alegria, Bem-Aventurança e Realização plena. E o que é que nos conduz à conscientização dessas características no homem? As características do divino estão na Consciência humana. E as características do homem estão na mente humana. Venha descobrir até que ponto o conhecimento humano atual revela a unidade existente entre Deus e o homem.
Programação:
– Palestra: “Por que o homem honesto mendiga o pão?”, com Flávio José;
– Palestra: “Virtudes Humanas e Virtudes Divinas – Como Alcançar” com Dr. Luiz Alberto Mortari;
– Palestra: “A Realidade Suprema e a Representação Divina”, com Silvano Benedito;
– Palestra: “Percepção mental vs. Percepção consciencial”, com Gustavo Rocha.
* Participação especial do músico Caê Oliveira.
Local: Brasília/DF – Centro de Convenções Ulysses Guimarães – auditório Águas Claras
Data: 20/02/2016
Convite: R$ 25,00
Informações: (61) 9981-0170 / (61) 9914-9686
*Vagas limitadas

A percepção da Unidade

olhar

 

Personificações da Verdade,

Na oração sacerdotal, Jesus manifesta a sua vontade e ora a Deus para que todos sejam “aperfeiçoados na unidade”.

Para que alguém possa ser “aperfeiçoado na unidade” esse alguém já tem que ter em si a “visão da unidade”. Só assim poderá ser aperfeiçoado, ou seja, aperfeiçoado naquilo que já tem em si…

O princípio no qual se baseia o ensinamento do Núcleo [que provém do Núcleo, Fonte ou Origem] é precisamente a “visão da unidade”, chamada de “percepção”.

Há aqui dois detalhes essenciais a serem notados:

O que é preciso para ser “aperfeiçoado em algo” é reconhecer que já tem esse “algo” no qual irá apenas “ser aperfeiçoado”! Assim, esse ensinamento sobre a visão da unidade parte da “percepção”.

O segundo detalhe é que esse ensinamento não é centrado em nenhum personagem em especial, não é centrado em nenhuma pessoa, mas sim na percepção compartilhada por essa pessoa…

Sempre houve os que tiveram essa percepção e que a compartilharam!

O que geralmente acontece é que seus seguidores seguem a pessoa [Jesus, Masaharu Taniguchi, Sakyamuni] e não a percepção que por elas foi compartilhada…

Por isso Jesus disse: “Se eu não me for o Consolador não virá a vós”…

Ao ensinar: “Conheça a Verdade e a Verdade os libertará”, Jesus estava revelando o que é preciso para sermos verdadeiramente livres. Precisamos conhecer a Verdade!

“Conhecer a Verdade” significa “conscientizar em nós a Verdade”. Para nos tornamos conscientes da verdade precisamos percebê-la! Eis o ponto crucial!

A Verdade é o que é real. E somente o real percebe o real…

Esta é a chave de compreensão do que é real.

O que é real?

Apenas o real!

O que pode perceber o real?

Apenas o que é real.

No ensinamento do Núcleo é usada a metáfora de “Ator e personagem” na qual o ator é real e o personagem é irreal.

Assim, a “mente do personagem” [chamada por Masaharu Taniguchi de “mente em ilusão”] é irreal, e a “Consciência do Ator” [que alguns chamam de “Consciência divina” e na linguagem cristã é chamada de “Mente de Cristo”] é real.

Acaso pode a “mente de um personagem” perceber o real?

Não, apenas a “Consciência do Ator”, que é real, pode perceber o real!
Sendo o personagem irreal, uma ficção, não pode perceber o real.

O ser humano visto por sua própria mente parece ser real…
Contudo, o ser humano não é real…
E sua mente também não é!

Este é o ponto!
A mente do ser humano não é real.

Não sendo real, a mente humana não pode perceber o real.

Apenas o real percebe o real. Deus é real.

Em um personagem aquilo que pode perceber o real é somente a “Consciência do Ator”, que é a real identidade do personagem!

A real identidade do ser humano é Deus!

Somente o real percebe o real.

Somente Deus Se percebe!

Deus Se expressa no ser humano como Consciência.

Assim, apenas a “Consciência” [a “Mente de Cristo”] percebe o real.

Foi com essa “Mente de Cristo” que Simão compartilhou a percepção de que: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”.

O que pode nos “aperfeiçoar na Unidade” é a conscientização de que a percepção [da “Mente de Cristo”] é válida não só para Simão e não só em relação a Jesus…

Isso é o que eleva os seguidores da pessoa de Jesus à percepção de um verdadeiro apóstolo, aquele que compartilha a percepção de que já tem em si mesmo a “Mente de Cristo”, como o apóstolo que compartilhou a percepção de que: “temos a Mente de Cristo”.

Enfim, perceber o real só é possível com a “Mente de Cristo” em vez de perceber com a “mente em ilusão”, pois a ilusão “verá” a própria ilusão… A percepção da “mente em ilusão” nem mesmo é uma real “percepção”, é uma “pseudo percepção”. A real “percepção” em nós é a “Mente de Cristo”.

Assim, olhando com a “Mente de Cristo”, que é real, veremos o real, veremos a real identidade do ser humano. E para qualquer ser humano que olharmos não mais veremos um ser humano!

Veremos o que viu Simão: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”!

Na oração sacerdotal Jesus afirma: “Eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos em Unidade”.  Assim, para sermos “aperfeiçoados na unidade” precisamos perceber a unidade com a “Mente de Cristo”!

Com a percepção da “Mente de Cristo” seremos perfeitos em Unidade; a Verdade será conscientizada e nos tornará verdadeiros apóstolos de Cristo [o Deus Verdadeiro], pois, como está escrito, os verdadeiros adoradores são os que adoram a Deus em Espírito e em Verdade!

O Espírito de Deus em nós Se expressa como essa “Mente de Cristo”.

Com a “Mente de Cristo”, que é real em nós, perceberemos o real, e a Verdade percebida e compartilhada pelo apóstolo de Cristo que disse: “Cristo é tudo e está em todos” [Colossenses 3, 11] será evidente!

Então, será evidente que Aquele que teve essa percepção e que aparece para a “mente em ilusão” como Jesus é de fato “o Cristo, o Filho do Deus Vivo”!

E será evidente também que Aquele que compartilha essa percepção e que aparece para a “mente em ilusão” como algum “personagem” é na Verdade “o Cristo, o Filho do Deus Vivo”!

E será evidente também que Aquele que desfruta essa percepção e que aparece para a “mente em ilusão” como voce, é de fato “o Cristo, o Filho do Deus Vivo”!

Seja livre! Conheça a Verdade de que todos temos a “Mente de Cristo”!

Parta da Verdade para percebê-la, pois só assim ela pode ser percebida.

Parta da “percepção” que uma vez mais está aqui sendo compartilhada.

Perceba, desfrute  e compartilhe!

 

Vivemos em um universo espiritual

Joel Goldsmith
Alguns anos atrás, quando de minha viagem à África do Sul, fiz uma parada de um dia no Congo Belga. 
 
Após o encarregado dos papéis e seu assistente examinarem minha passagem, o que é feito sempre que julgado necessário, e pesaram minha bagagem, eu pedi a um garotinho nativo que carregasse minhas malas para o avião no qual voaria para Joanesburgo. 
 
Aquele era um pequeno aeroporto, tanto que pude ver o garotinho quando se dirigia porta afora, para o campo, com uma grande mala em cada mão e uma pequena debaixo do braço. Poucos minutos depois ele voltou sem a bagagem, e dirigi-me a ele interrogativamente: “OK?”, ao que ele respondeu: “OK”.
Quando, na manhã seguinte, cheguei a Joanesburgo, havia apenas a pequena maleta esperando por mim, e as outras duas peças grandes da bagagem estavam extraviadas. 

Imediatamente o pessoal desse enorme e ativo aeroporto começou a procurar minha bagagem, mas não a encontraram nem no compartimento nem junto às coisas da tripulação; além disso, mandaram vasculhar o avião, onde tampouco foi encontrada. O encarregado da Linha Aérea me disse que faria imediatamente contato com a estação do Congo Belga, e que logo teria uma resposta para mim, de modo que nada me restava fazer a não ser ir para o hotel.
Os estudantes do Caminho Infinito de Joanesburgo haviam arranjado as coisas para que eu visitasse o Parque Nacional Krueger, e assim, depois de comprarmos algumas roupas necessárias, iniciamos nossa caminhada de três dias por essa fabulosa reserva de vida selvagem, levando conosco a expectativa de que encontraríamos a bagagem na nossa volta. 
 
Ao retornarmos, porém, nenhuma bagagem havia sido encontrada. A única explicação que a Linha Aérea tinha a oferecer era que alguém deveria tê-la roubado, e que esse alguém deveria ser o garotinho nativo e seu comparsa, já que a ultima fez que as malas foram vistas foi quando foram carregadas para o campo de aviação.
O absurdo daquela suposição era evidente, pois ninguém poderia ter levado aqueles duas grandes peças de bagagem para fora do campo sem ser notado.
Apesar disso, todos os quartos da aldeia foram revistados e o lugar virado de pernas para o ar, já que as autoridades estavam convencidas de que havia ocorrido um roubo. A despeito de toda essa confusão, contudo, nenhuma mala foi encontrada.
Durantes três semanas fiquei na África do Sul sem bagagem, sem carteira, sem dinheiro e sem documentos – mas não foi um grande incômodo, pois comi regularmente, as contas do hotel forem pagas e as roupas estavam compradas, embora o mínimo indispensável, porque estava eu convencido de que minhas malas apareceriam, o que aliás era uma convicção muito falsa – metafisicamente falando. 
 
Duas noites antes de viajar para a Índia, sentei para fazer algumas sérias considerações sobre todo o affairda bagagem. “Isto representa uma falha de minha parte. Mas qual seria a falha? O que deu errado?” 
 
Sentado no meu quarto, pensando e meditando,finalmente veio-me a resposta: “Este é um universo espiritual e, todavia, aí estou eu esperando pelas malas,quando a verdade é que não há qualquer bagagem”. 

Tudo o que a bagagem é não passa de parte de uma crença em tempo e espaço – espaço ocupado pela bagagem, tempo em que ela poder ter se perdido e espaço no qual poder der se perdido. 

Aqui estamos, tentando achar as malas que, se forem encontradas, serão apenas uma evidencia de que a cena humana foi manipulada. 
 
Não há verdade nesse quadro todo, pois vivemos num universo espiritual, onde ninguém precisa de malas. 
 
O que quer que haja de realidade é incorpóreo, espiritual e onipresente; e, se aparecer como uma bagagem finita no tempo e no espaço, será uma imagem no pensamento, e não poder ter uma realidade própria e autônoma; assim, eu estive a perder tempo na esperança e na expectativa de que uma bagagem material se manifestasse num universo espiritual, onde toda ideia é onipresente. Com isso, fui me deitar.
Após tal descoberta, a história chegou rapidamente à sua conclusão. O assistente do chefe da Linha Aérea em Joanesburgo estava sentado à mesa às 8 horas da manha seguinte quando, aparentemente vindo do nada, veio-lhe o pensamento: “A bagagem não pode dissolver-se no ar. Ela só pode desaparecer entre aqui e acolá – e deve estar em algum lugar, mas onde?” 
 
De repente, veio-lhe outra ideia, e ele foi até o hotel onde a tripulação se hospedara durante a parada da noite, e onde estavam as duas peças de bagagem no chão, onde haviam esperado por três semanas. Ninguém pensara em tal possibilidade; de fato, ninguém pensara em alguma forma de solução pratica até que eu parasse de pensar na bagagem.
Essa história ilustra um ponto muito importante na cura e no viver espirituais. Na metafísica, geralmente pensaríamos: “Oh, bem, vai aparecer” ou “Não pode estar perdida”. 
 
Em outras palavras, estaríamos negociando com algo chamado bagagem. A falácia desse método de encarar um problema torna-se visível imediatamente porque, em caso de doença, e para sermos coerentes, deveríamos fazer um tratamento que lidasse especialmente do coração, fígado, pulmões, estomago, intestino, cabeça ou pés, e estaríamos completamente fora do reino do ser espiritual.
Muitos de nós não sabem o bastante para tratar as pessoas pelo nome, e nós não sabemos o bastante para tratar coração, fígado ou pulmões: bastará ver quão facilmente pudemos ser logrados no caso da bagagem.
Tornamo-nos mais autoconfiantes, acreditamos estar caminhando na direção certa e logo a seguir o ilusionismo dos sentidos humanos faz-nos lembrar da bagagem, ou da sua falta.
Compreendamos agora: eu não estava preocupado com a perda da bagagem; meu erro era ter certeza de que ela iria aparecer, o que é exatamente o mesmo que estar seguro de que o coração de alguém ficará bom ou seu pé doentio ficará melhor, ao passo que o princípio sobre o qual se fundamenta todo o nosso trabalho é que a verdadeira criação é aquela narrada no primeiro capítulo do Gênesis, no qual Deus fez tudo o que fora feito, e tudo o que Ele fez é bom. 

A criação espiritual é incorpórea, e prova disso é que havia luz antes que houvesse o sol no firmamento. 
 
Se vivemos e nos movemos e temos o nosso ser na criação espiritual, como está consignado no primeiro capítulo do Gênesis, podemos ter tudo aquilo de que precisamos sem ter bagagem. 
 
O mundo sensorial, aquele que podemos ver, ouvir, cheirar, tocar e saborear, é criação irreal, descrita no segundo capítulo do Gênesis – uma imagem mental dentro da mente. 
 
Se nos lembrarmos de que não devemos tentar manipular o cenário humano ou manusear a imagem mental que existe apenas como uma sombra dentro do nosso pensamento, testemunharemos a rápida dissolução dessas imagens. 
 
Não confunda o que estou dizendo: eu sei que quando viajamos a bagagem parece real e necessária. 
 
Também sei que, a maior parte do tempo, o nosso conceito de corpo parece real, porque uma coisa o traz para dentro da nossa consciência, e que, por causa disso, há a tentação de pensar que seja real. 

Nós não negamos o corpo – ele é real. Mas aquilo que vemos como corpo não é o corpo; é uma imagem mental dentro do nosso pensamento – um conceito mental universal, individualizado dentro de nós. 
 
Não há tal coisa como um corpo material: o que há é apenas um conceito material do corpo. 

Não há um universo material: o que há é um conceito material de um universo espiritual.
Enquanto aceitarmos o conceito material do universo, estaremos sob as leis da matéria; mas estaremos livres tão logo comecemos a compreender que vivemos, nos movemos e temos o nosso ser no primeiro capítulo do Gênesis, onde o homem é feito à imagem e semelhança de Deus, do Espírito. Onde a Alma de Deus é a Alma do homem, a vida de Deus é a vida do homem, a mente de Deus é a mente do homem e o corpo de Deus é o corpo de homem. 
 
Saiba todavia que o seu corpo é o templo do Espírito Santo – não o corpo como aparece no espelho, mas como realmente ele é.

Logo depois da minha descoberta – não lidamos com a bagagem material, e sim com a onipresença – considerada-, conscientizado de que seria necessário alguém para a demonstração, alguém também desperto para a ideia de onipresença, foi justamente ali onde esse alguém estava que a bagagem foi encontrada, sem problemas. 

Para entender o que são o corpo e o universo, é só chegar à descoberta que trará a solução:
“Eu vivo, me movo e tenho o meu ser em Deus; eu estou no Pai, e o Pai está em mim. Como posso ser finito, em ser limitado, e ter Deus infinito dentro de mim? Devo pois ser tão espiritual quanto o Pai que me criou. Todos os seres devem ser espirituais, e dentro dessa criação espiritual nada de finito pode entrar para limitar ou criar qualquer sentido de separação”. 
Texto de Joel Goldsmith
Compartilhado pela Divina Personagem EUleila CEUma
Gratidão!

Uma reflexão sobre o Natal

 nossa-senhora-do-perpetuo-socorro

Em 25 de dezembro se comemora em todo o mundo o nascimento de Jesus.

Mas, então, surge uma questão… Qual Jesus?
– Aquele de quem disseram: “Ainda não tens cinquenta anos e dizes que viu nosso pai Abraão?”, ou aquele que disse: “Antes que Abraão existisse Eu Sou”? [Jo 8:58]
– Aquele que disse: “Eu Sou o pão que desceu do céu”? Ou aquele de quem disseram: “Este não é Jesus, o filho de José? Nós conhecemos o pai e a mãe dele. Então, como é que ele diz que desceu do céu?” [Jo 6:41]
Não há dúvida de que no natal se comemora o nascimento de Jesus, por sua condição de Filho de Deus, que fez muitas declarações que estavam acima da compreensão da maioria daqueles de seu tempo.
Ainda hoje é assim!
Muitos ainda seguem o Jesus, Filho de José… embora ele mesmo tenha declarado que, em verdade, Ele é aquele que desceu do céu!
Muitos ainda seguem o Jesus, que não chegou a ter cinquenta anos… embora ele mesmo tenha revelado ser aquele a quem Deus amou antes que houvesse mundo. [Jo 17:24].
Vejamos o testemunho de João Batista, um profeta que sabia interpretar os sinais do céu, e que conheceu pessoalmente a Jesus: “Vi o Espírito descer do céu como uma pomba e parar sobre ele. Eu não sabia quem ele era, mas Deus, que me mandou batizar com água, me disse: ‘Você vai ver o Espírito descer e parar sobre um homem. Esse é quem batiza com o Espírito Santo.’ E eu de fato vi isso e por esta razão tenho declarado que ele é o Filho de Deus.” [Jo 1:32]
Agora que identificamos a qual Jesus estamos nos referindo – o Filho de Deus, em quem Deus Se compraz –, vejamos o que o próprio Jesus disse sobre o “nascimento”, já que no natal é comemorado o Seu nascimento…
Jesus disse a Nicodemos: “A pessoa nasce fisicamente de pais humanos, mas nasce espiritualmente do Espírito de Deus.” E completou: “Por isso não se admirem de Eu dizer que todos vocês precisam nascer de novo.”  [Jo 3:6-7]
Eis aqui o núcleo dessa reflexão sobre o natal: Identificamos o “Jesus” e também o “nascimento” ao qual estamos nos referindo!
Estamos nos referindo ao Jesus eterno, atemporal, o Filho de Deus que nos advertiu que todos nós temos que “nascer espiritualmente”!
Esse nascimento espiritual nos fará cogitar das coisas de Deus, porque, como está escrito na Bíblia, em Romanos 8:5, “os que vivem como a natureza humana têm as suas mentes controladas por ela. Mas os que vivem como o Espírito de Deus têm suas mentes controladas pelo Espírito. Ter a mente controlada pela natureza humana produz morte; mas ter a mente controlada pelo Espírito produz vida e paz”.
Então esse é o verdadeiro “natal” que devemos comemorar: O do “nascimento” do Espírito de Deus em nós, que nos faz pender para as coisas de Deus, que nos dá Vida e Paz! O “nascimento” que nos leva a viver em Unidade com o Filho de Deus, que assim orou a Deus: “Eu estou neles, e tu estás em mim, para que eles sejam completamente unidos, a fim de que o mundo creia que me enviaste e que os amas como também me ama.” [Jo 17:23]
Notem que revelação: “… e que os amas como também me ama.”
Assim, por essa oração percebemos que “viver em Unidade com o Filho de Deus” nos torna conscientes do Amor de Deus por nós!
Enfim, a “reflexão sobre o natal” nos levou a essa mensagem do eterno Amor de Deus por nós, através da oração de Seu Filho amado, que é Aquele que verdadeiramente “desceu do céu e fez nascer em nós o Espírito de Deus”, e por isso comemoramos!
Com essa mensagem de Amor universal, desejo a todos um Feliz Natal!

Comentário ao ensinamento do mestre zen budista Hakuin, na linguagem do Núcleo

heaven here

 

O mestre zen budista Hakuin ensinou que:

 

“Na essência todas as pessoas são seres búdicos. Assim como não pode existir gelo sem água, também não pode existir Buda sem a humanidade. Quem compreende essa verdade alcança o tesouro infinito. Quando vivo a Forma que transcende a forma fenomênica, posso ir e voltar sem sair do lugar. Quando vivo com o Pensamento que transcende o pensamento fenomênico, canto e danço segundo a voz da Verdade. No amplo céu do meu mundo Mental livre de qualquer empecilho, brilha a luz da sabedoria búdica. Alcanço o estado de total serenidade, transcendendo as angústias e os sofrimentos mundanais. Por isso, aqui mesmo é o paraíso búdico; e assim mesmo, nesta forma física, sou um ser búdico.

 

Seguem-se os comentários ao texto.

 

“Na essência todas as pessoas são seres búdicos { todas as pessoas são seres conscienciais, porque vivemos na Consciência do Ser, que é o Princípio Divino} . Assim como não pode existir gelo sem água, também não pode existir Buda sem a humanidade {todo personagem pressupõe um Ator. Assim, o personagem gelo, é a forma assumida pelo Ator água. Água é a essência do Gelo. A água pode se manifestar na forma de gelo. Assim como gelo evidencia a existência da água todo personagem evidencia a existência do Ator}. Quem compreende essa verdade alcança o tesouro infinito. Quando vivo a Forma que transcende a forma fenomênica, posso ir e voltar sem sair do lugar {Forma fenomênica é a forma do personagem enquanto que “Forma que transcende a forma fenomênica” é a Forma do Ator, do Ser consciencial, que é a essência, portanto, sem forma definida como é a forma fenomênica. Por isso, estando consciente de que vivo na Consciência do Ser, no Princípio divino, posso ir e voltar sem sair do lugar}. Quando vivo com o Pensamento que transcende o pensamento fenomênico, canto e danço segundo a voz da Verdade {Pensamento que transcende o pensamento fenomênico são os pensamentos de Deus, como revelado na Bíblia em Isaias 55, 8-9 onde está escrito: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor.
Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.”

Por isso, estando consciente do Pensamento que transcende o pensamento fenomênico, canto e danço segundo a voz da Verdade, que é Deus}. No amplo céu do meu mundo Mental livre de qualquer empecilho, brilha a luz da sabedoria búdica. {o mundo Mental que é livre de qualquer empecilho é chamado no Núcleo de mundo da Consciência ou Mente com “m” maiúsculo, no qual brilha a luz da sabedoria búdica ou divina }. Alcanço o estado de total serenidade, transcendendo as angústias e os sofrimentos mundanais { As angústias e os sofrimentos mundanais estão no âmbito da mente do personagem. Na Consciência do Ser elas inexistem, por isso na Consciência alcanço o estado de total serenidade.} Por isso, aqui mesmo é o paraíso búdico; e assim mesmo, nesta forma física, sou um ser búdico.{Pelo fato de Realidade e Representação coexistirem no Princípio Divino, assim mesmo, nesta forma física, ou seja, assim mesmo na forma de personagem, sou consciente de que sou o Ator divino, sou consciente de que sou um ser búdico, um ser consciencial” e sou consciente de que aqui mesmo é o Princípio Divino, aqui mesmo é o paraíso búdico}

Convite a uma experiência divina com os ensinamentos de Masaharu Taniguchi

Sumiyoshi

Personificações da divindade!

Em breve, dia 28 de novembro de 2015, será realizada a Segunda Convenção Nacional da Igreja Seicho No Ie Masaharu Taniguchi

Informações: https://www.facebook.com/events/1621540101449287

O que se segue é uma reedição da experiência divina compartilhada por dAquele que aparece como João Jisso Willian na Primeira Convenção da Manabu Kai no Brasil.

O relato completo foi postado originalmente em 08/29/2012 by  neste site:

https://nucleu.com/2012/08/29/manabu-kai-masaharu-taniguchi-sensei-o-manabu-kai-seicho-no-ie-shakai-jigyodan/

A fim de que outros divinos personagens possam desfrutar desta divina experiência de perceber o Ser Real, o Mestre, aparecendo como muitos compartilho o relato que se segue, a fim de que todos que comparecerem à Segunda Convenção Nacional possam PERCEBER [o Ser Real, o divino Mestre, aparecendo como personagens e cenários], DESFRUTAR [essa percepção de forma pessoal e consciente] e então, que possam COMPARTILHAR o que terão percebido e desfrutado.

Agradeço Àquele que sendo Único aparece como muitos divinos personagens e cenários;

Agradeço por perceber que é a Sua percepção em nós que percebe a onipresença divina em tudo e em todos;

Agradeço Àquele que apareceu como o Mestre, o divino personagem Masaharu Taniguchi por compartilhar Sua percepção divina.

Agradeço em especial Àquele que aparece como o divino personagem João Jisso Willian por compartilhar sua experiência e percepção do divino Mestre aparecendo como muitos.

É o que percebo, desfruto e compartilho.

Muito Obrigado!

Silvano

Relato da experiência divina de João Jisso Willian:

Meu grande Amigo Silvano,

O Ser faz com que estas imagens divinas venham a mim através de muitos personagens divinos na internet e redes sociais…Eu apenas percebo, desfruto e compartilho! 🙂
Com certeza compartilharei esta viagem que foi Divina! Era visível a presença de Masaharu Taniguchi (manifestado de forma mais essencial possível) naquele lugar, percebi, desfrutei e compartilhei isso e muitos disseram que percebiam o mesmo.
Nunca senti tão forte a Seicho no ie, muitas pessoas já me disseram que gostariam de vivenciar a Seicho no ie autêntica, original na época em que estava surgindo com Mestre e o primeiros apóstolos pregadores da Verdade, pois percebo que estamos tendo esta oportunidade aqui e agora, de vivenciar todo o processo junto aos pioneiros, e sou profundamente grato por este presente do Ser. Somos privilegiados de poder presenciar este milagre novamente, atualizado. Não só na Seicho no ie, mas no Núcleo, na Vedanta…..
Outra percepção incrível é a de que estou vivenciando o Mahabaratha aqui e agora. Filhos de Deus que estão conscientes da sua Origem são banidos de seu reino e ficam em exílio por alguns anos, e depois retornam para reaver o que lhes é de direito. Um exército de poucos Pandavas contra um exercito de muitos  em ilusão. Percebo esta “guerra” divina neste cenário da Seicho no ie pois toda essa divergência começou dentro de uma mesma família a mais de 15 anos (quantos anos eram mesmo o do exílio..rs…) e todos são irmãos entre si. Mas não me iludo, percebo essa guerra que está acontecendo em sua forma atualizada onde não há inimigos somente entendimento errôneo a ser esclarecido, a verdade a ser desvelada para que todos percebam e desfrutem do novo mundo! Fiquei surpreso ao ouvir o Prof. Osvaldo falar que lá era um Quartel General e na hora percebi que estava diante de um dos Pandavas e que o cenário desta representação divina está se formando! hehehehhehehe….Talvez o Karna seja o Masanobu que está propondo as alterações no ensinamento original…kkkkkkkkkkk…
Estive diante de inúmeros personagens que estão plenamente conscientes de quem são, verdadeiros Filhos de Deus, Deuses vivos na representação e um deles, dos inúmeros Senseis que estavam lá, que se chama Noriake Jo foi muito claro com relação a isso. Na verdade quase não era possível ver personagens naquele lugar, só o Ser. O ser apareceu/aparece como Noriake Jo e graças a Ele que os brasileiros puderam ter acesso aos livros da Seicho no ie pois foi o Ser através dele que traduziu todos os livros da Seicho no ie para o idioma português na época que a vieram para o Brasil.
Em determinado momento eu fui agradecer a este Deus vivo que aparece como Noriake Jo por tudo o que Ele faz e ele me perguntou: ” Você tem percepção espiritual não é?” Sem pestanejar respondi “SIM!” e ele concordou e entrou no banheiro. Depois me veio a mente a pergunta “O que ele quis dizer com percepção espiritual?” e quando ele estava saindo do banheiro eu perguntei isso a ele e ele respondeu: ” Porque você disse que o Mestre está aqui, e Ele está mesmo e não só o Mestre Masaharu Taniguchi, porque Katsumi Tokuhisa (um dos personagens do Ser que trouxeram a Seicho no ie ao Brasil) também está.” Na hora dei um sorriso e o reverenciei em gratidão.
Em outra ocasião, eu estava sentado para assistir à primeira das palestras do Ser que aparece como aqueles Divinos Personagens Conscientes de quem São, aqueles Professores que vieram do Japão. Que força, que Energia, que Sabedoria, que Harmonia, Amor, Luz, Vida, Alegria, Provisão. Vi Masaharu Taniguchi novamente manifesto na forma naqueles personagens e o vejo em muitos outros.
Estava eu para assistir a palestra quando lembrei que a Rafaela que teve que se ausentar tinha me pedido para anotar tudo para compartilhar com ela depois, então olhei na minha bolsa mas não tinha como eu anotar pois não tinha papel. Pensei que assim seja, este momento é único portanto tenho que prestar bastante atenção pois não vai dar para anotar e terei que compartilhar com o que eu lembrar… Assumi esta postura para assistir a palestra e  foi quando veio uma daquelas crianças que você conheceu e me deu um bloco de anotações para que eu pudesse anotar. Respondi com  um alegre SIM, Sim eu O percebo, respondi SIM a este chamado do Ser e em breve vou transcrever esta que foi a Palestra mais incrível que eu já assisti dentro da Seicho no ie sobre a Importancia do Imperador do Japão.
Outro momento que foi devidamente registrado em vídeo pelo Raphael foi o momento em que o mais velho das 6 crianças relatou toda a experiência de vida deles, tudo que eles passaram junto a Kami até chegarem ali. Foi emocionante perceber Deus aparecendo como Amor em sua mais pura forma naquele relato!

Sou profundamente grato por estar diante de Mim mesmo e experienciar-ME em tantos Divinos Milagres, Nomes e Formas. Sou grato por estar nesta Minha Representação Divina desempenhando o(s) papel(is) que desempenho e desfrutando-Me em muitos outros Divinos papeis que represento.Domo Arigatô Gozaimasu