Masaharu Taniguchi, como “surgiu” a Seicho No Ie

 

 

 

 

 

 

 

 

Divinos personagens,

O que se segue é um email revisto, comentando um texto precioso de
como surgiu a Seicho-No-Ie e que tem grandes paralelos com o Núcleo.
Pude identificar a mesma voz consciencial, a voz da Consciência do
Ser, a esclarecer o Masaharu Taniguchi sobre questionamentos
essenciais que ele formulou ao Ser Real e de quem obteve respostas.

Por isso, permitam-me comentar este texto e evidenciar os paralelos.
Os comentários estão entre chaves.

O recebimento da Verdade e o surgimento da Seicho-No-Ie -

01

No texto a seguir, Masaharu Taniguchi narra, em detalhes, a história
de como ele teve o despertar para a Verdade – a iluminação espiritual
-, e de como recebeu a inspiração para fundar o movimento
espiritualista-filosófico da Seicho-No-Ie e transmitir à humanidade a
visão correta e o modo de viver para desfrutar da vida com plena e
absoluta liberdade, pela compreensão da inexistência do mundo
fenomênico e existência única do mundo da Imagem Verdadeira, a Criação
perfeita de Deus (Jissô).

Eu sabia que este mundo é projeção da mente. Portanto, não tinha
dúvida de que as doenças na família eram consequências de nossas
próprias atitudes mentais. Contudo, ainda não sabia o que fazer para
controlar a mente. Tendo-se a mente cheia de preocupações, essas
preocupações acabam manifestando-se concretamente sob a forma de
doença. Eu sabia disso, mas não conseguia deixar de me preocupar,
vendo os familiares doentes. Assim, o círculo vicioso persistia. Sabia
que, ficando com raiva, criam-se vibrações mentais negativas que se
manifestam no mundo das formas, fazendo surgir doenças em mim mesmo ou
nos familiares. Mas, trabalhando como simples funcionário de uma firma
e sendo obrigado, frequentemente, a cumprir ordens superiores
absurdas, é difícil não se sentir revoltado. Não haveria problema se,
conhecendo a Verdade de que a mente é a origem de tudo, conseguíssemos
passar a controlar nossa mente segundo nossa própria vontade. Mas nem
sempre o conseguimos e, nesse caso, nossa própria mente torna-se
motivo de preocupação e temor. Quanto mais procuramos deixar de pensar
no mal, mais ele persiste na mente; quanto mais procuramos deixar de
nos preocupar, mais preocupado ficamos; e quanto mais procuramos não
ficar com raiva, mais somos arrastados pela ira.

Que fazer para controlar a mente? Podemos ser felizes ou infelizes,
dependendo de sabermos controlar a mente ou não. Mas alguém já disse
que controlar a mente é mais difícil do que controlar um cavalo
arisco. Será que somente as pessoas mais hábeis e capazes conseguem
controlar a mente e alcançar a felicidade, do mesmo modo que somente
os exímios cavaleiros conseguem controlar o cavalo arisco? Se é assim,
devem ser raras as pessoas que conseguem vencer a jornada da vida
livres das infelicidades e doenças. Naquela época, eu ainda não era um
exímio domador do cavalo arisco chamado “mente”. Era um homem cheio de
temores: quando recebia na firma um telefonema avisando que minha
filha estava passando mal, ficava logo empalidecido, e, enquanto me
dirigia apressadamente para casa, não conseguia conter o tremor do
corpo.

Refleti muito sobre a doutrina budista. Se é que não há distinção
entre a mente, Buda e todos os seres vivos, e se tudo é reflexo da
mente, teríamos de admitir que Buda não é um ser eterno e imutável,
mas sim um fenômeno fugaz. E se tudo fosse regido pela mente mutável,
que pode fazer surgir o ser búdico ou o demônio, o paraíso ou o
inferno, então eu não saberia em que confiar ou apoiar-me. Se,
conforme preconiza Holmes, “Deus não tem forma própria e pode se
manifestar sob a forma de santo ou demônio, em conformidade com os
nossos pensamentos”, então esse Deus também não me inspiraria muita
confiança.

Refleti muito, dia após dia, mas não alcancei a paz interior.

{ Nesta primeira parte do texto há muitas considerações de natureza
mental, própria dos que buscam a verdade. Embora o real não provém de
considerações mentais, preparam a ambiência na qual a Verdade será
percebida. A Verdade surge de uma percepção, mas que não está na
dimensão da mente. Exemplo: A mente concebe passado, presente e
futuro, porém, só existe o eterno agora; a mente concebe um processo
de evolução que culmina com a iluminação dos seres, contudo, todos os
seres já são iluminados, por serem manifestações de um Ser Real, e
único.  Tudo isso são afirmações sobre a Verdade, mas que precisam
ser percebidas, não apenas aceitas como verdade. A percepção da
Verdade é realizada somente pela própria atuação da Verdade em nós. E
a Verdade em nós é Deus, que Se manifesta como Consciência.
Vejamos como esta “consciência divina” se manifestou ao Taniguchi: }

Certo dia, com as mãos postas e os olhos fechados, eu estava fazendo
meditação, pedindo a Deus que me revelasse a Verdade, quando, por
acaso pela inspiração divina, surgiu-me na mente um trecho da sutra
budista que diz: “Matéria é sinônimo de vazio”. No mesmo instante, uma
voz misteriosa, baixa mas ampla, suave mas energética, { uma bela
descrição da voz consciencial… } ecoou no meu ouvido: “A matéria não
existe!”. E eu pensei em seguida, em uma outra frase budista: “O vazio
é sinônimo de todas as coisas do mundo fenomênico”. A voz misteriosa
tornou a soar: “Do nada surge tudo. Todas as coisas fenomênicas, sendo
projeções da mente, são originariamente inexistentes. Tudo é
originariamente inexistente; portanto, tudo surge do nada. { No Núcleo Dizemos
que tudo o que existe está na Consciência do Ser e o que não está não
existe.} Como o homem se deixa levar pela ilusão de que tudo se cria a
partir de algo que existe, ele sofre devido ao apego às coisas que
julga existentes. Se não tivesse nenhum apego, ele seria totalmente
livre; passaria a desfrutar a provisão ilimitada, que torna possível
repartir cinco pães para alimentar cinco mil pessoas ou fazer uma
grande fortuna a partir do nada. { Estas “materializações de realidades”
ocorrem com “personagens” que se tornam conscientes de “Quem
faz”. Então, tudo se torna possível, porque as dificuldades e
obstáculos se revelam conceitos mentais equivocados. Por sabermos
“Quem faz” as possibilidades se revelam infinitas. } O mundo
fenomênico não passa de um mundo ilusório visto através da lente
mental. Parece existir acolá, mas não existe. Parece existir cá, mas
não existe. Compreenda que todas as coisas fenomênicas são
inexistentes! Seu corpo carnal também não existe!”.

Ouvindo isso, pensei: “E a mente, será que existe?”. No mesmo
instante, a voz respondeu: “A mente também não existe!”. Até então, eu
pensava que a mente fosse como um cavalo arisco, rebelde e
imprevisível, e eu tinha a maior dificuldade em domá-la. Ouvindo a
afirmação categórica de que “A mente também não existe!”, desmontei do
cavalo arisco chamado “mente” e pisei no chão firme do mundo da Imagem
Verdadeira. { No Núcleo damos o nome de dimensão consciencial, o
universo da Consciência do Ser }

- Se não existe nem a mente, isso quer dizer que não existe
absolutamente nada? – voltei a perguntar.
– Existe o Jissô (Aspecto Real)  – respondeu claramente a voz.
{ Existe a Consciência do Ser Real }
– O nada é Jissô? O vazio é Jissô?
{ Nada e vazio são conceitos mentais, são inexistentes } – O nada não
é Jissô (Aspecto Real). O vazio também não é Jissô (Aspecto Real). O vazio é
o fenômeno. Os cinco elementos são o vazio. O corpo carnal, os
sentidos, a imaginação, a vontade e a consciência, tudo é vazio.
– Mas o vazio não é diferente do nada?
– Não pense que o vazio seja diferente do nada. Quando se diz que os
cinco elementos são o vazio, significa que eles são o nada. Por pensar
que o vazio é diferente do nada, você tropeça. Por pensar que o vazio
difere do nada e que ele não é inexistência, conclui que os cinco
elementos também são inexistências e se embaraça. Quando se aniquilam
os cinco elementos, compreendendo claramente que eles não existem,
então se manifesta o Jissô (Aspecto Real)a. Quando se considera
inexistente o que inexiste, manifesta-se o que existe verdadeiramente.
{ Quando percebemos o real desaparecem as irrealidades, assim como a
sombra desaparece na presença da luz… }
– E o que é o Jissô (Aspecto Real)?
– Jissô é Deus. Existe unicamente Deus. Sua mente e a
manifestação de Sua mente. Isto é Jissô (Aspecto Real). (Aqui, o termo
“Deus” significa também “Buda”.)
– Mas a mente não é inexistente?
– “Mente inexistente” é a mente fenomênica. { No Núcleo usamos o termo
“mente” ou “mente do personagem” quando nos referimos a esta “mente
fenomênica” e, o termo “Consciência” ou “Consciência do Ser” quando
nos referimos a Mente de Deus. } No sentido de existência verdadeira,
também o Buda fenomênico e todos os seres fenomênicos são
inexistentes. { No cenário do mundo fenomênico todos são apenas
personagens, portanto, não são seres reais. } A pregação de que “não
há distinção entre a mente, Buda e todos os seres vivos” significa que
eles não existem. Quando se aniquilam o Buda fenomênico, os seres
fenomênicos e a mente fenomênica pela compreensão de que todos os
fenômenos são inexistentes, manifesta-se o Buda verdadeiro e eterno,
isto é, Deus – Jissô (Aspecto Real) { A percepção em si não “aniquila”
os personagens, eles apenas passam a ser percebidos como irreais,
pois, a realidade de todos os seres e de tudo é a própria divindade.
Assim, não há uma aniquilação de algo que por si mesmo é irreal, o que
ocorre é uma percepção que transcende a visão do fenômeno e revela a
realidade subjacente, a verdade de que só o ser divino é real. }
– Esse aniquilamento, em termos cristãos, seria a crucificação de Jesus?
– Exato. Quando se aniquila o Jesus carnal, surge o Cristo verdadeiro,
o Cristo eterno, que existe desde antes de Abraão. A cruz de Jesus
Cristo simboliza a Verdade de que o Jissô  se manifesta
quando se aniquila o fenômeno. { Esta frase tem o sentido de quando se
transcende o fenômeno } Agora, aqui, ressuscita a Vida eterna. É
agora! É agora! O agora eterno! Agora é a ressurreição! Vivifique o
agora! { Na dimensão consciencial real é o eterno agora! ] [ Por ser a
realidade um eterno presente, podemos perceber que Jesus, que morreu
há dois mil anos, é o personagem divino, mas Cristo é o próprio Ser
Real. Portanto, ele é eterno, atuante e vivo, agora, como e em nós! }

Apesar de continuar com os olhos cerrados, vi diante de mim uma luz
ofuscante. Tive a impressão de ver vagamente, no meio da luz, uma
imagem branca que devia ser o dono da voz misteriosa. Mas logo a luz
se apagou e, quando abri os olhos, percebi que continuava sentado com
as mãos justapostas.

Naquele momento, compreendi claramente que a mente em ilusão é
inexistente e, consequentemente, não existe também a “mente que
alcança a iluminação por meio do despertar”. Compreendi que é um
equívoco pensar que a mente em ilusão evolui, alcança a iluminação e
se torna Buda. Compreendi que só existe a Mente (EU) da Imagem
Verdadeira, que é Buda, que é Deus desde o princípio. Só existe o
Universo do Jissô, que é a extensão da Mente-Jissô. O Buda fenomênico (Sakyamuni), que saiu do palácio do seu
pai, Suddhodana, e meditou sob uma figueira durante seis anos para
alcançar a iluminação, não era existência verdadeira. Unicamente o
Buda eterno a quem ele se referiu na declaração “Eu sou Buda desde o
princípio dos tempos” é existência verdadeira, e esse Buda eterno vive
aqui e agora. Jesus Cristo na condição de homem fenomênico, que,
pregado na cruz, clamou “Deus meu, Deus meu, por que me
desamparaste?”, não era existência verdadeira. Unicamente o Cristo
eterno, a quem ele próprio se referiu na declaração “Antes que Abraão
existisse, eu sou” é existência verdadeira, e esse Cristo eterno vive
aqui e agora. Conscientizei-me de que eu também não sou um homem
fenomênico nascido de minha mãe em 22 de novembro de 1893 e que só
agora alcançou o despertar. Compreendi que sou um ser divino, um ser
búdico, desde o princípio dos tempos. { A percepção consciencial nos
proporciona saber que todos somos realmente seres conscienciais; e que
realmente existimos, nos movemos e temos nosso ser em Deus. }
(Do livro “A Verdade da Vida, vol. 20″, pgs. 158 à 164)

(através de Silvano)

Email do divino personagem Inalda:

Caros nucleares

Hoje tive um sonho muito significativo, na parte da manhã liguei pra
Rosely, pra falar sobre o presente da Neusa (que aniversaria este mês)
e logo que liguei ela me falou:- Tive um insight!!! e eu respondi :-eu
tb, tive um sonho, bárbaro! fale o seu primeiro, vamos ver se estamos
na mesma sintonia? e eu começei relatar:

Deus e eu conversando… ou seja meu personagem conversando com um
clarão de Luz, que dizia:

Voce já experimentou Onipresença…. todas as “coisas” são Deus, e
você consegue perceber isso… nas plantas, animais, vegetais e também
nos 5 elementos…

Voce já experimentou a Onisciência, quando aquieta a mente e permite
que a Consciência Crística cuide de qualquer situação….só assim voce
está em contato, percebendo  a perfeição…

Mas voce não experimentou a Onipotência, embora muitos milagres
permeiam  sua vida e sendo  nítida a sincronicidade que voce vive,
ainda assim voce me vê fora de você…então quero que voce perceba que
tudo isso é a mais pura das ilusões, voce não está evoluindo, não está
“se iluminando”, voce simplesmente é o que É. Crie..

Bom… daí eu acordei e fiquei meditando na luz….

Daí vem a Rosely e me diz do insight.. quando falamos muito no Núcleo
eu e o Pai somos Um, e que era uma frase muito usada por Jesus, ainda
assim estou na ilusão e separando “eu de Deus” …. na verdade eu sou
Deus, Eu Sou. Vazio, Nada, tudo o mais é ilusão, só existe Deus ….
Sathya Sai Baba, diz:- Eu Sou Deus…e não sou diferente de voces…só
que Eu sei.

Silvano, depois que li sua mensagem …, não resisti e escrevi meu
sonho e meu diálogo com a Rô. (Que coincidência, não?)

Bjks a todos

(Através de Inalda)

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